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Vamos falar de GREnal

Divulgação

por Chico Garcia

Respeito todos os clássicos do Brasil e imagino que cada localidade tenha motivos pra acreditar na relevância de cada confronto histórico entre duas equipes tradicionais e rivais. Minha opinião é intransferível e por óbvia exclusiva de minha parte, pelo que vivi morando mais de 30 anos em Porto Alegre. O GreNal é o maior clássico desse planeta.

Vivenciamos isso constantemente, não apenas durante as partidas, ou na véspera, ou no dia seguinte. É o jogo que começa bem antes do apito inicial e não termina depois que o juiz encerra a partida. Debates, entrevistas, opinões, retrospectivas, polêmicas, tudo faz parte da chamada “Semana GreNal”. A arbitragem é um capítulo à parte, o sorteio para a escolha do comandante do clássico é acompanhado de perto. Na especulação já há embate de ideias, reclamações, condicionamento. Beira a senilidade, mas é tão intenso quanto apaixonante vivenciar esse jogo, que não é apenas um jogo, é muito mais do que isso.

Falando deste confronto de número 412 na história, o Grêmio inicialmente foi apontado como favorito. Campeão da Copa do Brasil, time terminou o ano jogando bem e será o dono da casa. Fatores suficientes pra colocar uma possível vitória do lado azul. O Internacional, por outro lado, passa pelo momento mais turbulento de sua história, encerrou um ano trágico e busca recuperação.

Não é “murismo” dizer que nada disso entra em campo. Lógico que se há uma superioridade técnica de uma equipe em relação a outra, mesmo que o clássico contenha ingredientes acima das questões técnicas, o favoritismo sempre irá pender ao melhor time, de melhor momento. E aí entra nossa análise.

O Inter não lembra mais o time bagunçado, desmotivado e amorfo que terminou 2016. Teve a volta de D’alessandro, contratou bem, apostou na base e o técnico Antonio Carlos Zago conseguiu encontrar um modelo tático nos últimos jogos, com um revezamento interessante de Uendel e Carlinhos pelo lado esquerdo, Brenner fazendo gols, Leo Ortiz entrando bem na zaga, Charles se revelando um volante de extrema capacidade, William voltando à lateral direita e o time ainda tendo alternativas como Valdívia, Nico Lopez, Róberson, etc.

O Grêmio perdeu jogadores importantes como Walace vendido e Douglas lesionado, mas Renato encontrou a solução no ótimo Bolaños, já havia ingressado com o coringa Ramiro, tem em Luan a referência técnica e ainda poderá contar com o estreante Lucas Barrios se quiser. O tricolor está mais pronto que o colorado, mas também é verdade que não possui a mesma estrutura do time campeão da Copa. Leva tempo até encaixar as novas peças, apesar de ter um alicerce.

D’alessandro é duvida e ele desequilibra. Não sou eu que digo isso, são os números. Ele tem 59% de aproveitamento nos 27 clássicos que disputou. Se ele entrar em campo, posso apostar que o Inter não perde.

Como a tendência é que o argentino não jogue, meu palpite é 2 a 1 para o Grêmio.

Palpite é brincadeira, é arriscar. Espero o de vocês! E que tenhamos um grande jogo do maior clássico do Planeta Terra!


Fonte: blog do Chico Garcia, no portal Final
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Ítalo Dorneles

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