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Monsanto e Abramilho não acreditam em veto da União Europeia para transgênico de milho



A Comissão Europeia afirmou nesta quinta-feira (20/9) que espera uma posição da autoridade para segurança alimentar da União Europeia sobre um estudo francês que questiona o impacto de uma variedade de milho transgênico da Monsanto sobre a saúde humana. "Esperamos que até o fim do ano tenhamos uma opinião da EFSA (Autoridade Europeia de Segurança Alimentar) sobre o artigo científico", disse um porta-voz para saúde e assuntos do consumidor da comissão.


Na última quarta-feira (19/9) , o governo da França pediu que a Agência Nacional de Segurança Sanitária do país (ANSES, na sigla em francês) avalie o consumo do milho NK603, conhecido como Roundup Ready. Pesquisas com ratos indicaram que a variedade produzida pela empresa americana pode estar associada ao desenvolvimento de câncer. O estudo, feito pelos pesquisadores Nora Benachour e Gilles-Eric Séralini, da Universidade de Caen, foi publicado pela revista “Food and Chemical Toxicology”. Se a relação defendida pelos especialistas for comprovada, o governo francês já afirmou que vai exigir do bloco a suspensão das importações desse tipo de grão.
 
Em comunicado divulgado à imprensa, a Monsanto afirmou que seus pesquisadores irão analisar o trabalho dos cientistas cuidadosamente. A empresa, no entanto, destacou que alegações parecidas a esta feitas no passado por Séralini foram refutadas pela Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos ( EFSA, na sigla em inglês). “O que já podemos adiantar é que os inúmeros estudos científicos avaliados por pares sobre culturas biotecnológicas até hoje, incluindo mais de uma centena de estudos sobre alimentação, têm continuamente confirmado sua segurança”, diz o documento.
 
Para Alysson Paulinelli, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho) e ex-ministro da Agricultura, a ameaça da UE de suspender as importações é apressada. “Não acredito que isso vá acontecer, estamos falando de um produto que existe há 15 anos no mercado”. Segundo ele, os transgênicos, no geral, são avaliados periodicamente pela União Europeia e por outros governos. “É comum aparecer um cientista querendo criar algum constrangimento para os produtos transgênicos. Quando uma empresa lança um produto desse tipo, ela própria passa a analisá-lo com muito cuidado”, diz.
 
O milho transgênico da Monstanto possui tolerância ao herbicida glifosato – utilizado no controle de plantas daninhas que competem com a cultura do cereal. Essa característica também existe na soja produzida pela empresa americana.

 
por AFP e Agência Estado
Fonte: Rede GenteSAN da UFRGS
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Ítalo Dorneles

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