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Uma final dos sonhos


Saí da Arena com meu carro depois da classificação contra o Cruzeiro, fiquei parado na Voluntários da Pátria uma hora, gremistas passavam entre os carros, me reconheciam e, na imensa maioria, pediam para baixar o vidro  tirar foto. Um só, mais exaltado com a latinha de cerveja na mão esquerda, deu um rasante no capô do carro, bateu com a palma da mão no vidro dianteiro e gritou "tamunafinal...!!!"

A relação do torcedor com o jornalista não é monocórdia. Quando feliz por uma classificação, tende a ser mais generosa. Se der ruim, a agressividade toma o lugar da civilidade em graus diferentes. No caso específico da classificação gremista à decisão da Copa do Brasil, tudo é mais intenso. São 15 anos sem título nacional enquanto o rival internacionalizava sua marca com títulos como Libertadores e Mundial. Na última vez em que decidiu Copa do Brasil, foi campeão jogando um futebol competitivo e encantador sob o comando de Tite. Desta vez, esqueça o encantador, mas reforce o competitivo. O Grêmio de Renato Portaluppi traz mais este quesito como forte e enfrentará um adversário que vai no outro extremo. O Atlético MG tem mais qualidade técnica no time e no elenco, mas ainda não encaixou como equipe. Tivesse já uma liga de conjunto e seu favoritismo seria claríssimo. Não é assim. As finais terão filigranas a decidir o campeão. O fator local, por exemplo, é um deles, só amanhã se vai saber.

Para efeito de História, o título da Copa do Brasil tem mais valor para o Grêmio, faminto de faixa no peito. O Atlético MG colocou esta taça no armário dois anos atrás. Mas Marcelo Oliveira quer chegar a seu quarto título nacional consecutivo, Robinho quer ser campeão em outro preto e branco, Pratto está animadíssimo. Não exagero quando chamo esta de final dos sonhos. Gremistas e atleticanos concordam comigo.

por Maurício Saraiva
Fonte: blog Vida Real, junto ao GloboEsporte.com
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Ítalo Dorneles

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