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Pode dar gaúchos, pode dar mineiros e tem o clássico dos campeões, GRECRUZ, na semi


Por Carlos Josias

A final da CB pode ser entre Gaúchos, entre Mineiros e tem o clássico dos grandes campeões da CB, Grêmio x Cruzeiro, na semi, cada um com 4 Copas sem ninguém por perto.

Grêmio e Inter passaram bem e com autoridade.

Grêmio jogou contra um Palmeiras que não era o time titular, Inter passou por um Santos que sabidamente fora de casa é outro time. Desimporta. Passaram. E se avizinham semi finais vibrantes e em sendo um outro campeonato e na reta que está todos estão grandes, como suas camisetas de peso.

Estas indicações dispensam comentários maiores, até porque os jogos passados ficam para trás. Mas há algo nesta semana que a mim, pessoalmente, respeitosamente – como ele gosta de frisar – foi o fato mais relevante dos últimos dias, a presença do maior Vice Presidente de Futebol que conheci em mais de 30 anos de vida desportiva: Cacalo.

Cacalo, depois de enfrentar forte problema de saúde que causou um grande susto na torcida gremista, que implica atingir família, amigos, e a todos que tenham um pouco de gosto pelo futebol, compareceu na eleição para a Presidência, e Vice, do CD do ´nada pode ser maior`, ainda em recuperação, foi a verdadeira grande notícia dos últimos dias. Conheço Cacalo desde tanto tempo que contar os anos seria revelador de uma idade muito avançada.

Que brinde à vida viver tanto tempo. Quando se referem a mim como velho – alguns de forma carinhosa outros de forma irônica – fico orgulhoso de ter chegado até aqui, só fica velho quem vive muito e só se sente velho quem não viveu bem – coisa comum nos rancorosos de pouca idade. Fico penalizado porque quem faz a referência irônica não tem certeza que chegará onde cheguei, ou onde chegamos meu irmão e querido amigo Cacalo.

Sorrindo, caminhando ainda com um pouco de dificuldades, Cacalo ficou pequeno para tantos abraços. Todos, demorados e afetivos. Foi uma dádiva participar entre tantos abraços da distribuição carinhosa e afetiva dos que ele dispensou. Nitidamente emocionado havia no rosto, nos olhos e no sorriso uma fraternidade impar e uma alegria emocionante.

Cacalo transcende qualquer ideologia política do clube, é sobretudo um cidadão, um ser humano talvez só comparável com outro irmão, Luiz Goulart Filho, por sinal seu colega de turma e formatura. Um ídolo. E um ídolo não se define. Apenas se admira. Mais que a Taça, no ditado argentino: se mira e se toca. Vivo e amável, Cacalo é Imortal. Obrigado Cacalo, pelos títulos, pela amizade, pela tua existência.

Saudações Tricolores.


Matéria datada de 20 de outubro
Fonte: Rede Opinião - a voz do povo gaúcho
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Ítalo Dorneles

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