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OAB é a segunda instituição mais confiável do Brasil; Congresso é a penúltima

Por Sérgio Rodas

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil é a segunda instituição mais confiável do Brasil, atrás somente das Forças Armadas. É o que diz pesquisa feita pelo Datafolha, divulgada nesta quarta-feira (8/7). Já o Congresso Nacional, composto pelo Senado e pela Câmara dos Deputados, ficou em penúltimo lugar no levantamento, à frente apenas dos partidos políticos.

Os dados foram publicados um dia depois de o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmar que a OAB “é um cartel eleito por eleição indireta, que movimenta bilhões sem fiscalização” e que “não tem muita credibilidade já há muito tempo”. A declaração foi dada ao comentar o dado de que 74% das pessoas são contra o financiamento privado de campanhas eleitorais. A inserção da medida na Constituição foi recentemente aprovada pelos deputados.

A pesquisa, encomendada pela OAB, aponta que 66% das pessoas confiam na entidade, contra 27% que não confiam e 7% que não souberam responder. Para o presidente do Conselho Federal da OAB, Marcus Vinícius Furtado Coêlho, os números refletem a atividade da instituição.

"Fizemos uma gestão voltada ao cumprimento da Constituição e ao respeito dos direitos dos cidadãos. Buscamos credibilidade pautada na exigência do respeito às leis, não objetivamos a popularidade fácil. A confiança da população decorre da defesa de justas causas sociais", avalia Furtado Coêlho.

As Forças Armadas são respaldadas por 73% da sociedade, ao passo que 24% não as aprova e 4% não souberam responder. A terceira instituição mais respeitada é a Igreja Católica, que recebe a confiança de 61% dos brasileiros, enquanto 37% desconfiam dela e 3% não responderam. Em seguida no ranking vêm Judiciário e Imprensa. O Ministério Público ficou na 7ª posição, e a polícia, na 8ª.

Do outro lado, só 15% da população acreditam no Congresso Nacional. Outros 82% têm uma visão negativa do Senado e da Câmara, e 3% não têm opinião. Acima do Legislativo está a Presidência da República e seus ministérios, com a confiança de 19% das pessoas, contra 78% que não confiam e 3% que não responderam. Abaixo estão os partidos políticos, considerados inconfiáveis por 91% dos entrevistados e apoiados por apenas 7%, ao passo que 2% não opinaram.

Damous confronta Cunha

O ex-presidente da Seccional do Rio de Janeiro da OAB e atual deputado federal Wadih Damous (PT-RJ) confrontou Cunha na terça e saiu em defesa da entidade. O advogado disse que repudia “de forma veemente” as declarações do presidente da Câmara de que a OAB é um cartel e uma instituição sem credibilidade. Segundo Damous, o líder do PMDB ofendeu a memória do órgão com sua fala.

“Vossa Excelência, com essas declarações, ofendeu milhares de advogados, ofendeu uma entidade que é respeitada pela Brasil inteiro, [que] é porta-voz da sociedade civil e teve um papel fundamentação na reconstrução da democracia, no combate à ditadura e na liberdade com que esse Parlamento se expressa. Dessa forma, senhor presidente, a memória de combatentes como Sobral Pinto, Evandro Lins e Silva e tantos e tantos outros que desceram às masmorras para defender a liberdade do Brasil foi ofendida por Vossa Excelência”, afirmou o ex-presidente da OAB-RJ.

Veja abaixo o índice de confiabilidade das instituições:

O índice de confiabilidade é calculado subtraindo-se a taxa de menções negativas -- não confia -- da taxa de menções positivas -- confia. Para evitar números negativos, soma-se 100 aos resultados. Índices acima de 100 são considerados positivos e abaixo de 100 negativos.

Forças Armadas - 149
Conselho Federal da OAB - 139
Igreja Católica – 124
Poder Judiciário - 116
Imprensa - 112
Sindicato dos Trabalhadores - 112
Ministério Público - 111
Polícia – 93
Bancos e Financeiras - 81
Empresas Estatais - 69
Igreja Universal do Reino de Deus - 64
Presidência da República e ministério - 41
Congresso Nacional - 33
Partidos Políticos - 17

Pesquisa Datafolha feita entre os dias 9 e 13 de junho com 2.125 pessoas em 135 municípios. Margem de erro de mais ou menos dois pontos.


Fonte: Revista Consultor Jurídico, 8 de julho de 2015
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