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O estranho habeas corpus a favor de Lula

Foto Google Imagens


A cobertura jornalística, em todo o Brasil, das investigações da Operação Lava Jato foi afetada nesta quinta-feira (25), pelo que parece ser um factoide, notícia criada com o intuito de atrair a atenção da opinião pública. O próprio juiz federal Sérgio Moro, responsável por analisar a Operação Lava Jato, emitiu nota afirmando que não há investigações sobre Lula no âmbito da operação.

Na quarta-feira (24), o TRF da 4ª Região recebeu um habeas corpus preventivo com o alegado objetivo de suspender os riscos de que Lula fosse preso temporariamente ou preventivamente.

Na manhã de ontem (25), o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), que tem entre suas propostas a extinção do PT, informou o pedido de HC por meio das redes sociais. Ao divulgar a existência do HC em primeira mão, o senador oposicionista se antecipou a jornalistas que participam da cobertura da Lava Jato há meses e têm contato direto com as autoridades e advogados envolvidos nela.

Caiado inseriu uma postagem no Twiter, anunciando que “temendo ser preso pelos malfeitos que cometeu - disso ninguém mais duvida - Lula apresenta habeas corpus preventivo”.

Ainda ontem (25), às 11h25, a Folha de S.Paulo publicou, em seu saite, a notícia intitulada "Lula pede à Justiça para não ser preso por juiz da Operação Lava Jato". Mais tarde, diante da negativa do Instituto Lula sobre a autoria do pedido, o jornal alterou o título de sua reportagem para "Habeas corpus preventivo pede que Lula não seja preso na Lava Jato". Mais tarde, o jornal paulista assumiu o erro.
 
 

Ronaldo Caiado

Temendo ser preso pelos malfeitos que cometeu - disso ninguém mais duvida - Lula apresenta habeas corpus preventivo.

Lula apresenta pedido para que habeas preventivo em seu favor não seja analisado

O consultor de Campinas (SP) Maurício Ramos Thomaz foi o impetrante na quarta-feira (24) de HC preventivo em favor de Lula, “com o objetivo de evitar possível prisão preventiva decorrente da Operação Lava Jato”.

O HC foi indeferido na quinta-feira (25) pelo desembargador João Pedro Gebran Neto, do TRF-4. O processo foi autuado como “lavagem ou ocultação de bens; valores oriundos de corrupção”.

O desembargador Gebran também julgou prejudicado pedido apresentado na mesma quinta-feira (25), às 15 horas, pelos advogados de Lula, que requeriam “o não-conhecimento do habeas corpus preventivo”, ajuizado no dia anterior, em favor em favor do ex-presidente pelo mencionado Maurício Ramos Thomaz.

Na petição, o procurador de Lula escreve que “o HC preventivo ocorreu sem o conhecimento do ex-presidente, tendo sido feito por pessoa estranha, provavelmente inspirada por vários interesses, como o de se fazer notar pela imprensa ou mesmo por interesses políticos”.

A petição arremata que “o ex-presidente Lula não autoriza qualquer forma de representação judicial ou extrajudicial em seu nome, que não seja através de seus advogados legalmente constituídos para representá-lo e defender seus interesses”.


Fonte: Espaço Vital, notícias jurídicas
 
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Ítalo Dorneles

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