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Extinta a punibilidade contra a “falsa grávida” paulista

O Vale.com.br

A Justiça de São Paulo encerrou formalmente a ação penal instaurada contra a pedagoga Maria Verônica Aparecida Santos, moradora de Taubaté (SP). Ela ganhou notoriedade em 2012, por inventar uma gravidez de quadrigêmeas. O marido dela, Kleber Vieira, participava.

O casal respondeu por suposto crime de estelionato depois de ter recebido presentes e ajuda financeira para cuidar de quatro ´Marias´, que nunca existiram.

O advogado de defesa, Enilson de Castro, afirmou em 2012 que Verônica foi diagnosticada com “pseudologia phantastica”, doença que a fez “criar um mundo da fantasia e acreditar na própria farsa”.

Verônica e Kleber obtiveram a suspensão condicional do processo, na época, por apresentarem bons antecedentes e porque a pena mínima seria menor do que um ano.

Como os dois devolveram os presentes recebidos e não foram réus de outros processos criminais durante dois anos, a extinção de punibilidade foi declarada extinta pelo juiz Érico Gentil Leite, da Justiça estadual de Taubaté (SP).

A ação tramitou em segredo de Justiça, mas a decisão foi publicada na última sexta-feira (05) no Diário da Justiça Eletrônico.

A pedagoga e o marido ainda respondem a outro processo movido na esfera cível pelo advogado Marcos Antonio Leite, que começou a representar o casal, quando surgiram os indícios de farsa. Leite cobra uma dívida de R$ 15 mil em honorários. Oficiais de Justiça tentaram durante meses encontrar bens indicados pelo autor para penhora. Dois carros em nome de Kleber, porém, já haviam sido vendidos. Um terceiro automóvel foi penhorado e recolhido em outubro, mas o veiculo ainda não foi avaliado por problemas mecânicos e elétricos.

Ainda em 2012, Maria Verônica pagou R$ 4 mil de indenização por ter mostrado à imprensa um ultrassom como se fosse de suas “filhas”. As imagens, obtidas na Internet, eram do bebê de uma moradora de Blumenau (SC), que foi à Justiça e recebeu o valor em audiência de conciliação.


Fonte: Espaço Vital, notícias jurídicas
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Ítalo Dorneles

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