slider

Recent

Tecnologia do Blogger.
Navigation

Advogado é condenado a 40 anos de prisão

Sentença proferida na 32ª vara Criminal do RJ, condenou o advogado Anderson Costa Gadelha a 40 anos e três meses de prisão pelo crime de estelionato. Em sete ações indenizatórias ajuizadas em varas Cíveis do Rio, o causídico teria fraudado documentos, usado petições em nome de falsos clientes - ou de clientes que não haviam sido lesados -, e feito uso de informações consideradas inverídicas contra bancos e operadoras de telefonia.

De acordo com os autos, foi detectada a distribuição de várias ações iguais pelo mesmo grupo de advogados, para fins de recebimento de indenizações por danos morais. Após determinação, os autores das ações indenizatórias foram intimados e muitos informaram desconhecer a propositura das ações, não tendo contratado os advogados.

"O Judiciário era empregado como poder de Estado para, com sua coerção, enriquecer o acusado em detrimento das pessoas jurídicas (rés nos processos) e de seus 'clientes'" - menciona o juiz de Direito Alexandre Abrahão, na sentença.

Para o magistrado, a prática delitiva esteve dirigida a iludir pessoas desconhecedoras do Direito, "ou seja, as vítimas maldosamente captadas" e o consequente alcance de proveito material de outras vítimas, quais sejam as empresas lesadas.

O juiz menciona ainda que "o exercício da advocacia, função essencial à justiça, conforme constitucionalmente assinalado (art. 133, da Lei Maior), foi transformado em instrumento para perpetuação das atividades ilícitas largamente praticadas pelo acusado".

Refere também a sentença que "Gadelha não praticou apenas crimes no desenvolver da sua profissão. Foi perniciosamente além! Tornou-se um criminoso nato, transformando a advocacia numa forma de vertiginoso enriquecimento criminoso."

O advogado Anderson Costa Gadelha está preso desde janeiro deste ano e não poderá recorrer em liberdade visto que "não demonstrou arrependimento, tampouco vontade de colaborar com a justiça durante a instrução processual, razão pela qual entendo estar presente o risco de tentar se evadir do distrito da culpa".

Duas rés no mesmo processo foram absolvidas. (Proc. nº 0418026-22.2013.8.19.0001 - com informações do TJ-RJ e da redação do Espaço Vital).


Fonte: Espaço Vital, notícias jurídicas
Compartilhe
Banner

Ítalo Dorneles

Poste um comentário:

0 comments: