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Cultura gaúcha lança manifesto de apoio a Tarso


Com um orçamento que em 2014 foi 1.500% superior ao de 2010 – o último ano da gestão anterior – a cultura no Rio Grande do Sul deixou de ser uma área com investimentos tímidos e centralizados em poucos segmentos desde que Tarso Genro assumiu o Palácio Piratini, em 2011.


“Este governo mudou a cara da política cultural gaúcha. Houve uma ampliação de investimentos, que não estão mais restritos a Porto Alegre e Região Metropolitana. Hoje, os pequenos municípios celebram recursos que valorizam as suas expressões culturais e artísticas antes ocultadas”, explica o coordenador do Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo, Leandro Anton.

A multiplicação de recursos revelou uma diversidade cultural que transcende as artes, e permitiu criar mecanismos de planejamento e sustentabilidade financeira da área em longo prazo. Por estas e outras razões artistas, produtores culturais, gestores e militantes estão assinando o Manifesto da Cultura em apoio à reeleição de Tarso Genro. A intenção é evitar o retrocesso de avanços que consideram incomparáveis na história do Rio Grande do Sul.

O manifesto surgiu espontaneamente nas redes sociais e pode ser assinado até a próxima sexta-feira (22), pelo e-mail: manifestodacultura13@gmail.com.

A lista será entregue aos candidatos da Unidade Popular pelo Rio Grande (PT, PCdoB, PTB, PR, PTC, PPL, PROS), no dia 26 de agosto, às 18 horas, em ato político com os representantes da cultura, no Bar Ocidente (Avenida Osvaldo Aranha, 960 - Bom Fim), em Porto Alegre.

Pró-Cultura garante diversificação de projetos

Uma das realizações mais importantes do governo estadual e que, sozinha, já supera o total de investimentos em Cultura feitos pelo governo anterior foi a efetivação do Sistema Estadual de Cultura (Pró-Cultura), que vincula a Lei de Incentivo à Cultura (LIIC) ao recentemente criado Fundo de Apoio à Cultura (FAC).

O primeiro garante financiamentos de empresas privadas a projetos específicos, enquanto que o segundo garante autonomia do poder público para direcionar parte das doações a projetos relevantes mas que nem sempre possuem apelo comercial. “Com a LIC foram R$ 110 milhões em mais de 400 projetos e houve uma diversificação com a criação do fundo", explica o escritor e atual secretário estadual adjunto da pasta, Jeferson Assumção.

A lei do Pró-Cultura existe apenas em seis estados brasileiros e garantiu ao Rio Grande do Sul mais de R$ 5 milhões para projetos. “O sistema foi um passo a frente. A LIC é importante, mas não é o único caminho das políticas culturais”, elogia o montador e roteirista da Casa de Cinema de Porto Alegre, Giba Assis Brasil. O cineasta, entretanto, ressalta que seu apoio não se deve exclusivamente às realizações para as artes do atual governo. “Eu assinei o manifesto por vários motivos. O desenvolvimento com inclusão social é um dos principais fatores de mudança no Estado hoje”, argumenta.

Investimentos em literatura e música são retomados

Nos últimos quatro anos, foram criados 160 pontos de cultura em todo o Rio Grande do Sul, equipamentos que, com recursos públicos, valorizam manifestações artísticas típicas, inclusive as indígenas, quilombolas e de povos de terreiro. Além disso, 1/3 das bibliotecas públicas do estado foram modernizadas. Estas ações foram possíveis por meio do programa federal Mais Cultura, acessado pelo atual governo e que havia sido ignorado pela gestão anterior.

Na área da literatura, a recuperação do Instituto Estadual do Livro (IEL) é reconhecida. “O IEL estava sucateado e hoje publica produções de autores gaúchos e financia livros para as escolas trabalharem em sala de aula. Sem falar na ampla oferta de editais para novos projetos. Não podemos sofrer uma ruptura deste processo”, alerta o presidente da Associação Gaúcha de Escritores, Caio Ritter.

Embora o governo do Estado tenha se comprometido com a descentralização dos investimentos em todo o território gaúcho, os equipamentos culturais da capital gaúcha não foram preteridos.

Pelo contrário, estão recebendo verbas históricas, como é o caso da Fundação OSPA, que constrói a nova Sala Sinfônica com recursos de R$ 25 milhões. A Casa de Cultura Mario Quintana executa uma ampla reforma das fachadas do edifício histórico e recupera esquadrias, telhados, além de estar modernizando espaços internos com R$ 8 milhões provenientes do Banrisul.

Além disso, o PAC das Cidades Históricas está destinando mais R$ 21,5 milhões aos museus de Artes do Rio Grande do Sul (Margs), Julio de Castilhos, Hipólito José da Costa e ao Memorial do Rio Grande do Sul. E via Sistema Nacional de Cultura, a Secretaria da Cultura (Sedac) vai investir cerca de R$ 3,5 milhões no Museu Arqueológico.


Fonte: Confraria dos Poetas de Jaguarão
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Ítalo Dorneles

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