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Felipão é apresentado na Arena: "Nada me faz mais feliz do que estar aqui hoje"

Treinador disse que só voltaria ao futebol neste momento pelo Tricolor


Felipão recebeu a camisa de número 1 das mãos de Fábio Koff (Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS)


Que gremista não se lembra com carinho dos anos 1990 e dos títulos daquela década? Qual torcedor não viu, na figura de Felipão, um time que parecia por vezes imbatível? Pois, 18 anos depois, o comandante da equipe que venceu praticamente tudo está de volta. Desta vez, para tentar escrever o seu nome na Arena, como fez no velho Olímpico.


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Na sua apresentação oficial nesta manhã, o ex-treinador da Seleção Brasileira na Copa do Mundo disse que só voltaria ao futebol neste momento se fosse para o Grêmio.

Como foi o retorno de Felipão ao Grêmio

— Quero agradecer o doutor Fábio (Koff) pelas mensagens. Mas quero dizer que, se eu pensei, ou fui induzido a pensar em voltar ao futebol logo depois de um trabalho, o único time que eu pensaria seria o Grêmio. Eu também preciso de um abraço, de um carinho, de pessoas que me ajudem, o Grêmio é este time. Todos sabem que sou gremista, aqui é minha casa. O único time que eu voltaria no momento seria o Grêmio — declarou.

Como Koff convenceu Felipão a retornar para o Grêmio

Scolari afirmou que precisava de um apoio, que só teria no clube que o projetou.

— No Grêmio é diferente. Neste momento em que preciso de abraço, de carinho, o Grêmio é esse time. Ninguém está mais feliz que eu por estar aqui.

Colunistas avaliam a contratação de Felipão

O técnico falou sobre o retorno ao futebol logo após a traumática eliminação brasileira na Copa do Mundo.

— Rubens Minelli me deu um telefonema. Ele queria falar comigo. Ele disse quer tomou 8 e depois de uma semana foi para o Palmeiras. Há tantas histórias assim, mas depois se seguiu em frente e foram campeão. Foi catastrófico, vou guardar para o resto da vida. Não vou discutir isso. Tenho a confiança do Grêmio e dos torcedores, quero ter a dos jogadores de que faremos um bom trabalho. Tenho o respaldo. Vou de tarde conversar com os jogadores. Quero fazer meu trabalho com vontade e alegria.

Mas o vexame da Seleção Brasileira ainda está presente. E Felipão assume isso. Tenta se desvencilhar do assunto, porém, não nega estar abalado com a goleada por 7 a 1 para a Alemanha.

— Um jogo não diz o que é a realidade da minha vida. Não mudei nada, sou a mesma pessoa. Fui execrado por pessoas ligadas ao futebol por meio da imprensa. Não estou nem aí para avaliar dados disso aí que não vale a pena — emendou Scolari, para novamente arrancar aplausos dos gremistas presentes no auditório da Arena.

A estreia do treinador será no maior desafio que ele poderia ter neste momento, como se fosse um teste para a sua história e idolatria do clube. No dia 10 de agosto, no Beira-Rio, o Gre-Nal será seu primeiro compromisso. Já nesta tarde, na Arena, para a torcida ver, Felipão vai para campo começar a contar sua trajetória no clube.


Fonte: Zero Hora Esportes
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Ítalo Dorneles

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