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Nova etapa de comunicação do governo do Estado

O governo do Estado inicia nova etapa em sua política de comunicação. “A Igualdade Faz a Diferença” é a síntese da ideia de mostrar a presença do princípio da igualdade nas políticas do governo gaúcho. “Nós afirmamos que todas as políticas estratégicas do governo estão sintetizadas nesta formulação”, disse o governador Tarso Genro em entrevista ao jornal eletrônico Sul21.

Passados dois anos e meio de governo, as políticas assumidas e executadas comprovam a marca da igualdade, indelével em todos os projetos estratégicos. Também é possível verificar erros e preconceitos em relação ao governo do Rio Grande na cobertura midiática dos grandes veículos, especialmente a RBS, impregnados de expressões de uma visão político-ideológica saudosista da era Britto, das grandes privatizações efetivadas às custas do Estado e que não reverteram em nenhum benefício ao povo gaúcho, do enfraquecimento da capacidade de planejamento do Estado e do aumento brutal da dívida pública, através do calote das diferenças salariais da Lei Britto, que agora estão sendo cobradas em volumes escandalosos, mas devidos por conta da irresponsabilidade administrativa daqueles governantes.

Tarso Genro defende que o balanço de seu governo deve ser dividido em duas partes, como afirmou: “A primeira parte diz respeito à gestão financeira do Estado; a segunda tem a ver com a gestão pública enquanto tal e as políticas que desenvolvemos. Quanto à gestão financeira, a situação do Estado é mais ou menos a mesma de quando chegamos ao governo. O Estado tem uma situação estrutural deficitária que é grave e que não será resolvida sem uma decisão de reestruturação da dívida pública por parte do governo federal. Até agora obtivemos uma conquista importante que foi o refinanciamento do Estado nos dois primeiros anos de governo através de um espaço fiscal que permitiu a contratação de financiamentos de agências nacionais e internacionais com aval da União. Isso nos permitiu desenvolver de maneira equilibrada o nosso projeto”.

Sobre a cobertura midiática da RBS, o governador tem a clara visão que os comentários dos diversos veículos desse grupo partem de uma premissa falsa, de que nosso governo deveria praticar “déficit zero” ou para reestruturar o Estado financeiramente com arrocho salarial e sem políticas sociais.

Esse lamentável erro de compreensão (que demonstra um certo estreitamento de visão do Estado) os impede de perceber que não é esse o papel para o qual o governador Tarso Genro e a Unidade Popular Pelo Rio Grande foram eleitos em primeiro turno. A estrutura financeira do Estado e a sua dramaticidade permanece a mesma, mas com resultados diferentes, positivamente diferentes, do ponto de vista das políticas públicas.

Obviamente, as grandes realizações desta administração estão no fazer (investir, fazer obras), nas políticas sociais e na qualidade da gestão pública. Nestes três campos, os resultados do governo Tarso, em dois anos, são incomparáveis, em termos de qualidade e quantidade de coisas feitas, com os quatro anos do governo anterior e, em alguns casos, com os oito anos de governos anteriores.

No campo do “fazer”, por exemplo, atualmente temos obras viárias no Rio Grande do Sul, do governo estadual e do governo federal, que não têm precedente nos últimos vinte anos. Essa gestão já realizou consertos, médias e pequenas reformas em 1.700 escolas.

Na “área social”, hoje existem políticas originárias da Secretaria de Direitos Humanos, da Secretaria da Mulher, da Secretaria de Trabalho e Desenvolvimento Social e da Casa Civil. Para citar um exemplo da área dos Direitos Humanos, nenhum jovem interno da FPE ou da FASE está fora do estudo ou do trabalho. Em relação às políticas para a mulher, cabe destaque à Patrulha Maria da Penha e ao apoio que prestado às prefeituras no combate à violência contra a mulher. Nunca houve isso no Estado do Rio Grande do Sul, na dimensão atual.

Ainda na área social, foi implantado um programa que se chama RS Mais Igual, que complementa renda de famílias gaúchas cadastradas no Bolsa Família e com crianças de até seis anos de idade. Em dois anos e meio de governo foram qualificados trabalhadores em número superior à dobra dos últimos quinze anos, através da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social, em conjunto com o governo federal. Hoje há uma clara e protaiva política industrial que não se resume a um pacote de incentivos e isenções fiscais, cujo resultado na atração de investimentos privados para o estado é imbatível e já passa o montante de 24 bilhões de reais, cujo símbolo marcante é a Sala do Investidor. Os três planos safras estaduais estão mudando a realidade da agricultura e do cooperativismo para muito melhor e são inéditos no Brasil.

Na questão da “gestão pública” do Estado, norteada por uma visão transversal, integrada e integradora, foram instituídos a Sistemática de Monitoramento Estratégico, simbolizada pela Sala de Gestão e o Sistema de Participação Popular, que tem mecanismos digitais, presenciais e de conselhos, que já acumulam um prestígio internacional. Muitos países europeus e outros países da América Latina estão olhando para o governo do Estado e apontando esse sistema gaúcho de participação popular como exemplo a ser seguido.

Nessa conjuntura, onde a grande mídia, capitaneada pelo Grupo RBS, que apresenta imensa dificuldade ideológica em enxergar e comunicar esses avanços, o governo está partindo para uma nova etapa na comunicação institucional. Essa etapa nasce de um processo de depuração conceitual, que vai dar origem a uma nova política de comunicação e a um novo processo informativo, interno e externo. Esse trabalho é conduzido pelo secretário João Ferrer, que, juntamente com sua equipe, encontrou uma fórmula para sintetizar essa nova etapa: a promoção da igualdade como elemento que faz a diferença. Esse trabalho verificou que todas as políticas estratégicas do governo Tarso estão sintetizadas nesta formulação. Isso vai propiciar uma estética informativa mais adequada e também um conteúdo informativo mais preciso.

O atual governo e os partidos que compõem a Base Aliada, PT, PSB, PCdoB, PDT, PTB e PRB, todos com representação na Assembleia, e os partidos PPL, PR e PV, têm uma vantagem comparativa em relação a qualquer outra força política aqui no estado: todos projetos estratégicos do atual governo estão entranhados na atual estrutura de classes gaúcha. Não há um setor da sociedade que não tenha um grupo maior ou menor, dentro dele, que não esteja sendo beneficiado de algum modo pelas políticas de governo. Todos os grupos sociais têm, inclusive no meio empresarial, bases de apoio da gestão estadual. Hoje, o programa de atração de investimentos, por uma parte, e o programa de microcrédito, por outra parte, dão ao Rio Grande uma capacidade de diálogo extraordinária com os setores empresariais que não têm preconceito contra um projeto de desenvolvimento orientado estrategicamente pelo Estado.

Infelizmente, a grande mídia liderada pelo Grupo RBS tem trabalhado para explorar as dificuldades do Estado, com carga forte e injusta em problemas estruturais quase seculares, dando-lhes tons de recentes e imputando-nos a culpa. Numa sociedade democrática, a imprensa tem que emitir os seus pontos de vista de maneira totalmente livre. Mas o governo e aqueles que concordam com essa gestão também têm o direito de apresentar a sua compreensão sobre os fatos em questão e analisar os motivos que explicam por que isso está ocorrendo. Podemos partir da seguinte premissa: porque no governo Britto a RBS “jogava o Estado para cima” e agora faz tudo para “jogar o Estado para baixo”. Somente ressaltando problemas, sem mostrar o que está sendo feito para debelá-los, aliás, de maneira inédita nos últimos anos. É sabido que a RBS é, também, além de um grupo midiático, um grupo político-ideológico de comunicação. Não faz, assim, uma cobertura isenta, não só das questões nacionais, como das regionais. Pode-se dizer até que grupos como a RBS e a Rede Globo são, na verdade, um novo tipo de partido político. Eles hierarquizam e organizam a apresentação dos fatos de acordo com a sua visão de mundo. São livres para fazê-lo, graças às conquistas que a esquerda e o campo progressista do país obtiveram a partir da Constituição de 1988. Vou citar alguns exemplos muito significativos, para refletirmos sobre essa percepção midiática.

Tomemos o caso do “pesadelo na saúde”. Essa campanha contra o Sistema Único de Saúde começou fortemente há uns 90 dias aproximadamente, pelo Sistema Globo e pela RBS também. É um momento em que os planos privados de saúde no Brasil entram em crise. Isso gera uma grande inconformidade em setores da classe média, que têm acesso a estes planos de saúde. A campanha feita contra o SUS acabou desviando a atenção do povo e deixando em segundo plano essa crise brutal. O Sistema Único de Saúde, aliás, sempre foi combatido no Brasil, pela direita e pelos defensores do privatismo sem fronteiras. Esse sistema garante milhares de atendimentos por ano e é um grande serviço que o Estado brasileiro presta à população mais pobre. É um sistema carente de financiamento, é verdade, e tem problemas para resolver, é verdade. Precisa contratar mais médicos e qualificar o atendimento, especialmente nas grandes regiões metropolitanas, é verdade. Mas é uma grande conquista do povo brasileiro, que majoritariamente gosta do SUS e o compreende como um grande valor público. Essa visão do caos na saúde, agora, aponta diretamente para um ataque ao sistema público de saúde, omitindo a grave crise pela qual passam os planos privados.

Outra matéria: os “dois passos atrás”, nos índices sociais, esconde o essencial. Os índices apresentados vão até 2010, não atingindo, portanto, o governo Tarso. A matéria tampouco faz qualquer menção às políticas públicas de combate às desigualdades sociais e regionais, que começaram a ser implementadas, de lá para cá, exatamente na contramão do que foi feito aqui no Rio Grande do Sul naquele período. E o caso do laboratório de medicamentos do Estado é mais um exemplo nesta direção. O laboratório é apresentado como um espaço em crise, como um serviço público inepto, quando a realidade é que a Administração Estadual está justamente revertendo uma situação de abandono, com investimentos muito fortes para que ele retome a produção de remédios essenciais à população. Esses são alguns exemplos da prática citada, que hierarquiza a organiza os fatos, na notícia, segundo uma visão ideológica de mundo. Nestas matérias os fatos são hierarquizados para combater o público e para dizer que temos aqui no estado um governo inepto.

Há outro exemplo muito significativo que é o tratamento que o caderno Dinheiro, de Zero Hora, deu para a questão do desenvolvimento industrial e econômico, apresentando uma informação que é dolosamente omissa em relação a tudo o que foi feito em dois anos e meio da atual gestão, como se tivesse sido mantido o sistema de incentivos anterior e como se a economia estivesse sem investimentos, quando é exatamente o contrário. Essa gestão reforçou e horizontalizou todo o sistema de investimentos, beneficiando cooperativas e médias empresas e, de outra parte, nunca o Rio Grande recebeu tantos investimentos privados. Esse grupo de comunicação faz, assim, um trabalho não só de jogar o Rio Grande do Sul “para baixo”, de forma permanente, como também de aproveitar esse “jogar para baixo” para tornar irrelevante um governo de esquerda, que está revertendo uma situação que herdou de desastrosos governos anteriores, pelos quais eles tinham um carinho todo especial. Tem o direito de fazê-lo. E nós, os que discordam, de responder!


Por Marcelo Gayardi Ribeiro
Fonte: Portal PTSul
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