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Justiça aceita denúncia contra 13 no esquema de fraude no leite no RS

CÉSAR ROSATI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A Justiça aceitou na segunda-feira (20) a denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Sul com base nas investigações da Operação Leite Compen$ado. Segundo a Promotoria, no período entre dezembro de 2012 a maio de 2013, 13 suspeitos associaram-se para adulterar o produto, com a adição de água e ureia com formol na composição.

O Juiz de Direito Ralph Moraes Langanke, da Vara Judicial da Comarca de Ibirubá (302 km de Porto Alegre), aceitou a denúncia contra João Cristiano Pranke Marx, Angélica Caponi Marx, João Irio Marx, Alexandre Caponi, Rosilei Geller, Natália Junges, Paulo Cesar Chiesa, Daniel Riet Villanova, Cleomar Canal, Egon Bender e Senaldo Wachter.

 O magistrado rejeitou apenas a denúncia contra Arcídio Cavalli, por entender que não há nos autos indícios suficientes de autoria ou participação no esquema que adulterava o leite.

Segundo o Juiz, é fato público e notório em Ibirubá que Cavalli é um grande produtor rural, sendo importante ressaltar que o exame das notas fiscais das compras de ureia revela que o produto foi entregue em propriedades rurais do próprio investigado.

Ainda de acordo com o juiz, o fato de o denunciado ser sócio da rádio CBS, meio de comunicação que era usado pelos criminosos para facilitação do contato entre eles mediante o oferecimento de músicas, também não é bastante para configurar indício de sua participação no esquema de adulteração do leite.

Tramita também outro processo na Comarca de Guaporé (193 km de Porto Alegre), onde foi aceita a denúncia contra Leandro Vicenzi e Luis Vicenzi, sócios-proprietários da empresa LTV Indústria, Transporte e Comércio de Laticínios Ltda., supostamente envolvidos no mesmo esquema. A ação está em andamento na 2ª Vara Judicial da cidade.

OPERAÇÃO

A operação Leite Compen$ado investiga um esquema de adulteração de leite no Rio Grande do Sul.

O leite tinha o volume alterado com uma mistura de água e ureia (que contém formol, substância cancerígena). Transportadores do produto, que levam o leite dos produtores às indústrias de processamento, eram os responsáveis pela adulteração.

Lotes de quatro marcas (Latvida, Italac, Mu-Mu e Líder) foram retirados de circulação. As quatro empresas informaram que já retiraram de circulação os lotes recomendados pelo Ministério da Agricultura e colocaram-se à disposição dos órgãos que coordenam a operação. Elas negam envolvimento no esquema.

A indústria VRS, fabricante do leite Latvida, já teve uma audiência com o Ministério Público do RS na terça-feira (14), para dar início à negociação de um possível TAC (Termo de Ajustamento de Conduta). As outras empresas ainda serão ouvidas, segundo a Promotoria.

Veja aqui os lotes retirados do mercado:

Italac Integral
Lotes: L05KM3, L13KM3, L18KM3, L22KM4 e L23KM1

Italac Semidesnatado
Lote: L12KM1

Líder UHT Integral
Lotes: TAP1MB (Produzido em 17.dez.12 e com validade até 17.abr.13)

Mumu UHT Integral
Lote: 3ARC

Latvida UHT Desnatado
Com fabricação em 16 de fevereiro de 2013 e validade até 16 de junho de 2013


Fonte: Folha de São Paulo Online
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