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Pichações ofensivas constrangem líderes do PDT



Carlos Rollsing - carlos.rollsing@zerohora.com.br


Diversos muros de Porto Alegre amanheceram nesta segunda-feira com pichações ofensivas contra o deputado federal Vieira da Cunha e o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi.

Aliados dentro da sigla, os dois são alvos de constantes e ferrenhas críticas dos irmãos Brizola, que irão enfrentar os desafetos na eleição à presidência nacional do partido no próximo mês de março.

Três pichações foram inscritas no muro de uma oficina mecânica inativa, em frente ao diretório estadual do PDT, na Rua Félix da Cunha. A maioria das intervenções ataca a honra de Lupi e Vieira.

Perto da sede da sigla, na Rua Santa Rita, foi pichada a expressão "Fora Lupi" sobre uma propaganda remanescente da campanha eleitoral do prefeito José Fortunati.

Outras inscrições foram feitas em vias públicas como a Bento Martins, a Praia de Belas e a Mauá, fazendo comparações entre Lupi e Vieira, com graves acusações.

— Pichações ofensivas nos muros de Porto Alegre só confirmam o caráter — ou a falta de — dessa turma. São rasteiros de despreparados, como todo mundo tá vendo — afirmou Vieira, no Twitter, em uma indireta aos irmãos Brizola, atribuindo a eles as inscrições.

Funcionários do PDT garantem que a sede do partido não chegou a ser pichada, apesar de Vieira da Cunha ter manifestado o contrário na rede social.

— Ligam-me para dizer que a própria sede do PDT/RS foi pichada com ofensas ao Lupi e a mim. A que ponto chegamos! Que gente desqualificada! — escreveu.

É crescente a tensão entre os aliados de Lupi e os irmãos Brizola — o ministro do Trabalho, Brizola Neto, a deputada estadual Juliana Brizola e o vereador carioca Leonel Brizola Neto.

Um dos focos da crise está na minirreforma da presidente Dilma Rousseff. Para se reaproximar do grupo que comanda o PDT — e evitar que a sigla busque outros ares na eleição de 2014 —, Dilma poderá exonerar Brizola Neto para nomear um afilhado político de Lupi. Um dos cotados é o deputado Vieira da Cunha. Aliados de Lupi sempre disseram que não se sentiam representados por Brizola Neto, uma escolha pessoal da presidente para o Ministério do Trabalho.

Além da disputa por espaço na Esplanada dos Ministérios, a rivalidade entre os grupos ganha contornos ainda mais nervosos com a eleição ao diretório nacional, em março. Os netos de Leonel Brizola, fundador do partido na década de 80, tentam tomar o poder, mas devem esbarrar na maioria constituída por Lupi.

Para desgastar o presidente do partido, os Brizola acusam Lupi de manipular o PDT para barganhar cargos. E lembram a demissão de Lupi do Ministério do Trabalho após denúncias de corrupção, como o acúmulo de cargos públicos, terem pesado contra ele.

A reportagem de ZH tentou contato com a deputada estadual Juliana Brizola, mas, até o momento, ela não atendeu as ligações.

Aliados de Juliana Brizola negam a autoria das pichações. O vereador e presidente da Força Sindical, Cláudio Janta, que costuma fazer campanhas com inscrições em muros, nega responsabilidade.

— Apesar dos característicos fundos laranja nos muros, nem a Força Sindical, nem seu presidente, o vereador Cláudio Janta, tem qualquer responsabilidade pelas pichações com críticas a dirigentes nacionais ou estaduais do PDT. As únicas pichações realizadas pela Força Sindical no momento se referem a campanha pela abertura dos postos de saúde 24 horas e nos finais de semana — diz uma nota distribuída pelo gabinete do parlamentar.

Foto: Emílio Pedroso / Agencia RBS
Fonte: Jornal Zero Hora Online
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Ítalo Dorneles

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