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[Artigo] Sudário

Quem é o homem do Sudário? 
A Catedral de Turim (Itália) conserva um lençol fúnebre, considerado há séculos pelos cristãos, o Sudário, que envolveu o corpo de Jesus Cristo em sua sepultura. De fato é uma grande coincidência entre as marcas impressas no tecido e o que os Evangelhos relatam sobre a paixão de Cristo.
O Sudário também é o objeto mais estudado na história da humanidade, analisado por mais de dez disciplinas: física, química, tecnologia têxtil, arqueologia, iconografia, numismática, botânica, geologia, microbiologia, palinologia, bem como as ciências médicas - anatomia, fisiologia, hematologia, antropometria e patologia forense.  



O Tecido


Réplica do Sudário no tamanho real.

O Sudário é um lençol de linho confeccionado em tear manual rudimentar, mas com acabamento cuidadoso.
Não há vestígio de ouro tipo fibra, como a lã. Ao que parece, o tear pertencia ao judaico, onde a mistura de fios era proíbida. O lençol é uma sarja com um tramado característico de 3:1 (as linhas horizontais passam por três linhas verticais e por baixo de uma), formando um zigue-zague chamado "espinha-de peixe". Esse padrão só apareceu na Europa no século XVI, mas no oriente foi encontrado em antigos exemplares do Egito e da Síria.

Os anos Obscuros

 Constantinopla é saqueada pelos cruzados em 1204 e desaparecem diversas relíquias. Em 1205, Teodoro Comneno, herdeiro do trono bizantino, escreve ao Papa Inocêncio III pedindo que os cruzados devolvam "o lençol que envolveu Cristo antes da sua ressurreição".
Há indícios de que o lençol teria sido guardado em segredo pela Ordem dos Templários.
Em Templecombe, Inglaterra,  foi encontrada uma imagem do rosto de Cristo, similar à do Sudário, no recinto secreto de uma casa templária.

Um antigo superior da Ordem tinha o mesmo nome do primeiro proprietário conhecido do Sudário na Europa: Godofredo de Charny.
Nos autos do processo contra os templários, um ex-membro conta que um rito de iniciação na Ordem mandava beijar os pés de uma figura humana impressa num grande lençol.
Godofredo de Charny, proprietário do Sudário em 1350. Um templário com o mesmo nome morreu na fogueira com Jacques de Molay, suprior da ordem.

 O Sudário na Europa
O Sudário começa a ser exposto em 1356 em Lirey na França. Em 1453 é doado à família Savoia e guardado em Chambéry (França). Em 1532 recebe as queimaduras vistas até hoje.
Em 1578 o duque de Savoia leva o Sudário à Turim, em consideração a S. Carlos Borromeo, bispo de Milão, que tinha feito uma promessa de viajar a pé para venerar a relíquia. Lá permanece o Sudário até os nossos dias.

Iconografia

A descoberta do Mandylion em Edessa afeta a representação do rosto de Cristo. A partir do século VI ele deixa de ser pintado como a de um romano e toma como referência a imagem do Mandylion. O Concílio  de Niceia, no ano de 787, determina que toda a imagem de Cristo deve ser uma cópia fiel do "original".
As reproduções de Mandylion coincidem em mais de 100 pontos com as medidas do rosto do Sudário. Segundo o critério forense americano, bastam 60 pontos para provar a identidade entre dois rostos.

Negatividade
Desde a primeira fotografia do Sudário, feita por Secondo Pia em 1898, percebeu-se que a imagem impressa no tecido mostra-se mais visível em um negativo fotográfico do que quando contemplada a olho nu. A imagem se formou no lado do pano que tocava  o corpo; por isso, seus lados estão invertidos, como num espelho.

O Flagelo

"Pilatos então mandou flagelar Jesus." João 19,1


Imagem frontal e dorsal do Sudário com as marcas do flagelo evidenciadas.

O grande mistério é que, apesar das marcas de sangue de feridas, o lençol não apresenta marcas de decomposição, ou seja, foi comprovado haver um cadáver, mas não há nada que demonstre que houve degeneração do corpo sob o lençol. As manchas de sangue mostram que o corpo ficou em contato com o lençol durante um período entre 30 e 40 horas. Mais um forte indício que se assemelha com o Evangelho.

Pilatos convocou  então os príncipes sacerdotes, os magistrados e o povo, e disse-lhes: ... Soltá-lo-ei depois de o castigar" Lucas 23,13 e 16

A cora de espinhos

O Homem do Sudário apresenta cerca de 40 feridas na cabeça, causadas por um conjunto de objetos pontiagudos. O quadro é compatível com o de uma coroação de espinhos. As feridas mostram que a coroa não era um aro, como os pintores cristãos imaginaram, mas um capacete.
Réplica confeccionada por Michal Raz (Perita em reconstrução de objeots antigos). Procedência: Israel.

Segundo as marcas do Sudário, a coroa não era apenas uma faixa, mas cobria toda a cabeça, como as coroas dos reis orientais. É um tamanho de espécies de espinheiros originários do Oriente Médio.

"Depois, traçaram uma coroa de espinhos, meteram-lhe na cabeça e puseram-lhe na mão uma vara. Dobrando os joelhos diante dele, diziam com escárnio: Salve, rei dos judeus! Cuspiam-lhe no rosto e, tomando da vara, davam-lhe golpes na cabeça" Mateus 27,29 - 30

Transporte na Cruz

O homem do sudário carregou um patibulum, parte horizontal da cruz. A trave, pesando em torno de 40kg, deixou sua marca sobre as feridas nas costas. A terra encontrada sobre a imagem do nariz, do joelho e dos pés mostra que o Homem do Sudário caminhou descalço e caiu com as mãos amarradas,  levando a trave da cruz. Uma das quedas rompeu a cartilagem do nariz.
Réplica dos pregos usados para pregar o Homem do Sudário na cruz

"Levaram então consigo Jesus. Ele próprio carregava a sua cruz para fora da cidade, em direção ao lugar chamado Calvário, em hebraico Gólgota" João 19,17

Ele foi açoitado com um flagrum romano. Os ângulos das feridas permitem deduzir que havia 2 flageladores. Foram dados aproximadamente 120 golpes, provocando cerca de 600 feridas.
O Lepton Lituus e Lepton Simpulum

São os nomes das duas moedas do tempo de Pôncio Pilatos encontradas sobre os olhos do Homem do Sudário. As inscrições estão em grego - a língua comum do tempo do Império Romano durante o século I. A imagem do imperador não aparece para não ofender a religião judaica. Moedas originais confeccionadas em bronze, suas datações correspondem aos anos 29 e 30 D.C.
Feitos de bronze. Medem 17,05mm. Moedas em circulação na época de Pôncio Pilatos, governador da Judéia no período da crucificação de Jesus Cristo. Império Romano 30DC.

O Sepulcro
Local onde o corpo de Jesus foi sepultado após a crucificação  e de onde ressuscitou no Domingo de Páscoa. Constitui um dos locais mais sagrados da cristandade.

A Capela
A análise médico-forense mostra que o homem do Sudário possuía altura entre 1,75 e 1,80 m. Com idade estimada de 37 anos de raça semítica.

"Chegados que foram  ao lugar chamado Calvário, ali o  crucificaram, como também os ladrões,  um à direita  e outro à esquerda. E Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem".  Lucas 23, 33-34
A exposição "Quem o Homem do Sudário?" conta com mais de 30 painéis explicativos e vídeos com infográficos também explicam, de forma dinâmica, o que cada estudo descobriu sobre o tema. Quem prestigiar o evento vai encontrar peças como o fac-símile (réplica) do Sudário produzido em Turim, a reconstituição artística do Homem do Sudário; o holograma em tamanho natural da imagem, produzido pelo cientista holandês Petrus Soons; réplicas dos flagelos, coroa de espinhos, lança e pregos produzidos em Israel.
A exposição rodará os shoppings do Rio de Janeiro até a Jornada Mundial da Juventude, em julho de 2013. No Bangu Shopping, ficará até o dia 31 de julho. Quem visitar o local, também poderá assistir missas realizadas, todos os dias,  às 19h.
Polêmico ou não, as coincidências são muitas de que o Homem do Sudário possa ter sido Jesus Cristo. Independentemente de religião e da fé, este objeto arqueológico tem imenso valor. Foi responsável por inúmeros estudos e inquietantes curiosidades. Trata-se de um lençol com valor histórico e rico para a cultura mundial.
Galeria Gloss
Matéria enviada por e-mail pelo amigo e trovador, Vitor Hugo Medeiros
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Ítalo Dorneles

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