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Rio Grande do Sul está sob risco de cortes pontuais de energia

Lago de captação da usina Machadinho está 11 metros abaixo do normal e opera com 24% da capacidade


Joana Colussi - joana.colussi@zerohora.com.br

Com a capacidade de carga próxima do limite, o Rio Grande do Sul poderá ter cortes pontuais de energia elétrica neste verão, admite o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). De acordo com o órgão que administra o abastecimento no país, a medida é tomada para evitar o colapso total do sistema diante do aumento da demanda e dos baixos níveis nos reservatórios de água.

– Em casos de emergência, cortamos um pedacinho para salvar todo o resto. O Rio Grande do Sul está muito próximo de bater recorde de carga – explicou Manoel Botelho, gerente executivo do ONS na Região Sul.

Durante debate promovido pela Agenda 2020 na Capital nesta quinta-feira, o gerente executivo admitiu prováveis problemas de abastecimento na região metropolitana de Porto Alegre e no Sul do Estado:

– Ainda hoje (quinta-feira), tivemos que racionar 17 megawatts no município de Rio Grande para evitar a queda total do sistema, já que quatro máquinas das usinas termelétricas de Médici e Candiota não estavam operando.

A adoção de cortes pontuais de energia é feita para acompanhar o crescimento da demanda no último ano – que chegou a 7,5% no Estado, o dobro do percentual programado pelas distribuidoras.

– Isso é resultado do aumento de renda da população, que passou a comprar mais eletrodomésticos e refrigeradores de ar, e da expansão da produção das indústrias – avalia o consultor em energia Paulo Milano.

A situação é agravada pelos baixos níveis dos reservatórios das hidrelétricas no Rio Grande do Sul (veja quadro abaixo) e também do Sudeste e Centro-Oeste – o pior patamar desde o início de dezembro de 2001. Desde outubro, o ONS religou as usinas termelétricas para reduzir a geração hídrica e armazenar água nos reservatórios.

– Com a falta de chuva, baixam os níveis dos reservatórios, reduzindo a capacidade de geração das nossas usinas. Com isso, passamos a receber mais energia do sistema interligado – afirma o coordenador da área de energia da Agenda 2020, Ronaldo Lague, acrescentando que 70% da energia consumida no Estado é importada de outras regiões brasileiras.

A sobrecarga nas linhas de transmissão, que trazem energia do Sudeste para o Sul, é o principal limitador do sistema de abastecimento. Hoje, a Região Sul recebe em torno de 5 mil megawatts de outros Estados.

– Com a sobrecarga de energia, a linha começa a ficar cansada e diminui a capacidade de transmissão. Por isso, estamos sem margem para manobra – explica Carlos Faria, coordenador do Grupo Temático de Energia da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs).

Até o final de 2013, conforme o ONS, um novo sistema de transmissão deverá aumentar a capacidade das linhas de energia que chegam ao Estado.

Na Capital, duas interrupções à tarde

Cerca de 17 mil consumidores de Porto Alegre ficaram sem energia elétrica na tarde de quinta-feira após falha em alimentadores da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE). A primeira interrupção aconteceu às 13h52min, no bairro Sarandi, na zona norte. O abastecimento foi restabelecido na região às 15h18min.

Logo em seguida, às 15h44min, outro alimentador que recebe energia da subestação da companhia parou de funcionar, deixando consumidores dos bairros Petrópolis e Rio Branco sem luz até quase as 17h.

A CEEE não soube informar se as falhas foram provocadas pelo excesso de demanda na tarde em que a temperatura se aproximou dos 40ºC em Porto Alegre.

Pressão no sistema

A demanda de energia na área da CEEE aumentou:

2010/11: 5.475 megawatts
2011/12: 5.830 megawatts
2012/13*: 6.334 megawatts

*Expectativa da CEEE no período do verão, com picos entre 14h e 16h

O problema: a capacidade de carga, segundo a CEEE, é de 6.320 megawatts

A consequência: o ONS admite que pode haver cortes pontuais de energia na região metropolitana de Porto Alegre, no Sul e na Fronteira Oeste.

Além disso, a capacidade dos reservatórios no Estado está mais baixa em relação ao mesmo período do ano passado (dados em %):

Machadinho
Em 5/12/2011: 33,70
Em 5/12/2012: 24,16

Itá
Em 5/12/2011: 42,76
Em 5/12/2012: 30,16

Passo Fundo
Em 5/12/2011: 81,97
Em 5/12/2012: 60,72

Passo Real
Em 5/12/2011: 79,05
Em 5/12/2012: 64,58

Foto: Maurício Schuster / divulgação
Fonte: Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS)
Informações do Jornal Zero Hora

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