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Jovem desaparecida é encontrada morta no interior de Canguçu

Corpo de Maiara é encontrado sem marcas de agressão

Vítima teria ligado para o pai no dia do desaparecimento e pedido que ele a buscasse na cidade e a levasse para casa

A reportagem do jornal Canguçu On Line acompanhou o trágico final do desaparecimento da jovem Maiara Schellin Kohler, 20 anos. O corpo dela foi encontrado na noite desta terça-feira (10) em um matagal na localidade do Rincão dos Maias, 1º Distrito, quase na divisa com o 7º Distrito de Pelotas.

Para se chegar ao local, é preciso deixar a BR-392 e andar cerca de 15 quilômetros em uma estrada cheia de curvas e muito estreita. O local onde estava o corpo de Maiara é um barranco de difícil acesso, cercado de mata nativa, o que dificultou o acesso da Polícia Civil e do Instituto Geral de Perícia (IGP).

O corpo estava ao lado de uma sanga rasa, em um desnível de aproximadamente 20 metros de altura. A descoberta foi feita pelo dono da propriedade, por volta das 13h, quando desconfiou dos latidos do cachorro.

- Trabalhávamos com a possibilidade de desaparecimento, pois tínhamos esperança de encontrá-la. A partir de agora, a investigação muda de rumo e vamos atrás de informações sobre o homicídio – disse a delegada Paula Vieira ao jornal Canguçu On Line, logo após os familiares reconhecerem o corpo.

O corpo foi reconhecido por um tio às 20h15, na Funerária Santo Antônio. Não há marcas de ferimentos ou agressões, apenas uma pequena lesão no rosto, o que pode indicar a suspeita de morte por estrangulamento. Do outro lado da estrada onde o crime foi cometido, a Perícia encontrou um rabicó de cabelo e brincos, que possivelmente são da vítima.

Os passos de Maiara até o desaparecimento

De acordo com Néco Volz, proprietário da Padaria Frishtick, a vítima trabalhava há dois meses na filial da Avenida 20 de Setembro. No sábado (7), ela trabalhou até às 19h30, pois havia pedido para sair 30 minutos antes de fechar o estabelecimento. O motivo era tentar conseguir uma carona para a localidade da Florida, no 2º Distrito, onde moram os pais. Naquela noite, aconteceu um baile no salão da família Kohler.

Para pegar alguns pertences antes de viajar, Maiara teria passado no apartamento onde morava com um senhor de idade. O local fica no cruzamento das ruas General Câmara e André Puente, na rua dos camelôs.

- Ela ligou para o pai durante o dia (no sábado) e pediu que a buscasse depois do trabalho para ir para casa. Como a família organizava um baile que aconteceria à noite, ele disse que tinha muito trabalho e que, talvez, não conseguiria buscá-la – conta o empresário.

O pai, Claudiomar Kohler, desconfiou da falta de notícias sobre a filha e viajou na madrugada de segunda-feira (9) até a cidade. Eram 7h, quando ele aguardava a chegada da filha em frente à padaria. Passadas três horas de espera, a família decidiu denunciar o desaparecimento à Polícia Civil, que iniciou a investigação.

O ex-namorado da vítima, que mora em Pelotas, será chamado para prestar depoimento. A Polícia Civil trabalha com as hipóteses da vítima ter sido morta em outro local e levada até o matagal para ser escondida, uma vez que não há sinais preliminares de luta corporal.

A informação de que ela teria sido flagrada pelas câmeras de segurança da cooperativa Sicredi na segunda-feira (9), está sendo analizada pela Polícia Civil.

Qualquer informação sobre o desaparecimento e a morte de Maiara Schellin Kohler deve ser passada à Polícia Civil, pelo telefone (53) 3252-3586.

- A população pode ajudar de forma decisiva para o esclarecimento do caso. Garantimos o sigilo absoluto destas informações – pede a delegada.

Centenas de pessoas se despedem de Maiara Kohler

Faltou espaço na Igreja Luterana Santa Marta para que todos pudessem se despedir da jovem Maiara Schellin Kohler, 20 anos. Aproximadamente 500 pessoas passaram pela comunidade que fica na Florida, 2º Distrito, na tarde desta quarta-feira.

O choro de comoção das pessoas era quebrado pelas brincadeiras das crianças, entre elas Weslei, o filho de Maiara, de dois anos e cinco meses.

A reportagem do jornal Canguçu On Line conversou com familiares e amigos da jovem encontrada morta na noite de terça-feira. Ninguém esconde o sentimento de revolta pelo crime.

- O culpado vai ser encontrado logo. Não vamos deixar acontecer uma injustiça como esta – disse o pai Claudiomar Kohler, um dos mais abalados com o caso.

A Polícia Civil tem recebido uma série de informações que podem ajudar no esclarecimento do caso.

O agricultor que encontrou o corpo da jovem na sua propriedade, no Rincão dos Maias, 1º Distrito, esteve no sepultamento. Ele já prestou depoimento à Polícia Civil. Na conversa que manteve com o jornal por cerca de 20 minutos, preferiu não entrar em detalhes, a pedido da investigação.

Ele mostrou-se assustado com o acontecimento.

- Se os cachorros não tivessem latido, o corpo dela dificilmente seria encontrado. O lugar onde ele estava nem dá para ser visto da estrada – limitou-se a dizer.

A Polícia Civil voltou ao local na tarde desta quarta, na tentativa de encontrar informações que possam levar ao responsável pelo crime. De acordo com o agricultor, um grande número de pessoas visitou a área desde as primeiras horas da manhã, curiosas pela repercussão da morte.

Outro que esteve na Igreja Santa Marta foi o ex-namorado, que é funcionário de uma discoteca e pai de Weslei. O menino de dois anos e cinco meses é fruto de um relacionamento rápido do casal, que chegou a morar junto por cerca de quatro meses, até se separar. Como Maiara trabalhava na cidade, o filho era criado pelos avós maternos.

Quem não teria sido visto no enterro foi o senhor de idade com quem Maiara dividia um apartamento no cruzamento das ruas General Câmara com André Puente, no Centro. Segundo familiares, ele esteve no baile realizado no Salão Kohler, no sábado (7), e depois teria dormido na casa dos pais da vítima.

Maiara era a filha mais velha de Claudiomar Klug Kohler e Leni Schellin Kohler. O casal ainda tem um filho de 14 anos e uma menina de 11.

Jovem foi morta por estrangulamento e não estava grávida, aponta perícia

Segundo o Instituto Médico Legal (IML), a morte de Maiara Kohler foi causada por “asfixia mecânica por estrangulamento”. O resultado da perícia foi entregue no final da manhã desta quarta-feira (11), na Funerária Santo Antônio.  O laudo atesta ainda que Maiara não estava grávida, o que chegou a ser especulado.

Maiara deixou um filho de 2 anos e 5 meses, chamado Wesley. Ela era a filha mais velha de Claudiomar Klug Kohler e Leni Schellin Kohler. O casal ainda tem um filho de 14 anos e uma menina de 11.

Cerca de 500 pessoas acompanharam o velório e sepultamento na Comunidade Santa Marta, na Florida, 2º Distrito de Canguçu.

Matéria do Canguçu Online.
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Ítalo Dorneles

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