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Estudantes da UFPel também deflagram greve


Por: Mônica Jorge - monica@diariopopular.com.br

Os mais de 200 estudantes presentes na assembleia realizada pelo Diretório Central Estudantil (DCE) da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) nesta quinta-feira (28) à noite, em frente ao campus Anglo, optaram por se unir às mais de 30 universidades que estão em greve estudantil em todo o Brasil. No momento em que docentes e servidores de mais da metade do país reivindicam seus direitos, os universitários também querem manifestar a sua insatisfação com as condições precárias de suas universidades e lutar por uma melhor qualidade de ensino.

Os alunos da UFPel são favoráveis à pauta do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) e defendem que 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do país seja destinado à educação pública. Segundo um dos integrantes do DCE, estudante de Direito e Filosofia, Lawrence Estivalet, existem duas correntes no movimento nacional, a outra defende que estes 10% sejam destinados também ao ensino privado. "Mas nós entendemos que o crescimento do setor privado está diretamente ligado às atuais características precárias do ensino público", explica.
Pauta
Também fazem parte da pauta local reivindicações pela homologação das eleições da reitoria, crescimento responsável da universidade, estruturação dos cursos novos, garantia de laboratórios, biblioteca e assistência estudantil e início da construção da nova casa do estudante.

"Quem mais sofre com a expansão da universidade sem reposição de professores, construção de bibliotecas e laboratórios somos nós estudantes que estamos tendo uma graduação não qualitativa, precária, por isso cabe a nós também lutar e pressionar o governo para que se tenha mais verba destinada à Educação", diz Estivalet.

Votação

A greve foi deflagrada por unanimidade. Os primeiros cursos a aderir ao movimento, na manhã de terça, foram Agronomia e Psicologia. Antes do encontro desta quinta à noite outros 10 cursos tinham optado pela paralisação, após reunião com seus diretórios acadêmicos: Teatro, Dança, Relações Internacionais, Geografia, História, Antropologia, Farmácia, Arquitetura e Urbanismo, Ciências Sociais e Terapia Ocupacional.

O tom do debate entre os estudantes foi semelhante ao dos encontros entre professores e servidores, todos acreditam que não adianta aderir ao movimento sem fazer parte de manifestações para que possam levar a público a sua situação. No próximo dia 3 haverá atos descentralizados em todo o Brasil e alunos da UFPel deverão aderir ao movimento promovendo alguma ação em Pelotas. Nesta quinta à noite também foram definidos os comandos de greve local e os universitários que irão à Brasília representar os estudantes da UFPel no movimento nacional.

Reitoria libera moção de apoio

O reitor da UFPel, Cesar Borges, liberou uma moção de apoio às reivindicações da pauta nacional do movimento de greve dos servidores docentes e técnicos-administrativos das universidades federais nesta quinta à tarde. De acordo com o documento o reitor diz entender que “a educação é fundamental para o desenvolvimento do país e que os profissionais que atuam nessa área são merecedores de remuneração e plano de carreira dignos do papel que desempenham em todos os campos do conhecimento, com benefícios marcantes para toda a sociedade”.

Foto: Foto: Moizes Vasconcellos
Fonte: Jornal Diario Popular
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Ítalo Dorneles

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