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Boletim Casa das Áfricas

Tunísia
Após séculos de segregação voluntária, árabes e berberes da Líbia convivem nos campos de refugiados
Karlos Zurutuza


Os líbios têm basicamente duas formas de atravessar o sudeste da Tunísia nestes dias: amontoados em velhos e sobrecarregados Peugeot ou feridos em ambulâncias.
Vários deles permanecerão no campo de refugiados de Dehiba, a primeira parada na Tunísia, do outro lado da volátil fronteira.
As notícias da frente ocidental em Nafusa são sempre contraditórias, por isto evita-se qualquer especulação em torno a uma hipotética melhoria da situação nas montanhas. Alega-se que um povo presuntamente ''liberado'' ontem pode ter caído sob o controle de Tripoli no dia seguinte.
Para piorar, à já complicada situação bélica parecem ter se somado outros problemas neste ''limbo'' de tendas: A maioria das famílias são berberes, mas há também árabes.
É conhecida a ancestral inimizade entre árabes e berberes da Líbia. Estes últimos somam apenas 4% da população do país, e embora mal se diferenciem fisicamente dos árabes, se distinguem por sua própria língua, o Amazigh, e uma confissão do Islã distante da ortodoxia sunita hegemônica na Líbia. Talvez suas mesquitas nas montanhas sejam as únicas no mundo que não estão orientadas para a Meca.
As aldeias berberes estão construídas a partir de um ponto de vista defensivo, nas regiões mais escarpadas e inacessíveis. Na Tunísia não resta praticamente ninguém que fale a língua amazigh e na Líbia somente foi preservada nas montanhas de Nafusa.
O mapa das aldeias ''mono-étnicas'' se reflete graficamente no campo de refugiados de Remada: árabes e berberes ocupam áreas diferentes.
No entanto, podem ter cruzado a ''linha vermelha'' na coexistência entre ambas as comunidades, ou mesmo té-la feito desaparecer: aqui árabes e berberes esperam que acabe a guerra em tendas adjacentes.
(Foto: Mulheres líbias no campo de refugiados de Dehiba, na Tunísia)
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O Egito não quer o FMI em sua casa 
Emad Mekay


 
O Egito recusou as condições impostas pelo Fundo Monetário Internacional para conceder-lhe o empréstimo solicitado de mais de 3 bilhões de euros, por entender que violam a soberania nacional e atendendo à pressão exercida por manifestações populares.
O general Sameh Sadeq, integrante do conselho militar governante, afirmou que foram suspensos outros pacotes que seriam negociados com o Banco Mundial em razão de ''cinco condições que atentavam contra os princípios de soberania nacional'', informaram vários jornais locais.
Se tivesse aceito, o Egito seria o primeiro país a receber dinheiro do FMI no Oriente Médio após a Primavera Árabe.
O presidente do Banco Mundial anunciou em maio que poderia conceder cerca de 4 bilhões de euros em dois anos ao Egito e à Tunísia para contribuir para a modernização das suas economias.
Altos funcionários que ocupam cargos desde a queda do presidente Mubarak defenderam a necessidade de empréstimos para espantar o fantasma do déficit, principal argumento de muitos países que solicitam ajuda das duas instituições multilaterais de crédito.
Algumas das condições impostas pelo FMI e pelo Banco Mundial incluíam a privatização de bancos e uma maciça redução dos subsídios para energia e alimentos e já haviam desagradado a população.
O CSFA, que cumpre funções presidenciais até ser eleito o novo parlamento em setembro, disse que os fundos locais e regionais permitem não recorrer às instituições multilaterais de crédito.
A decisão do CSFA acompanhou os protestos populares. Vários ativistas alertaram que com os novos empréstimos o Egito poderia ficar sujeito às condições do Banco Mundial e do FMI, bem como à pressão externa.
Agora é esperar para ver se desta vez os países da região seguirão o exemplo do Egito.
(Foto: Manifestantes egípcios desconfiam de instituições c omo o Banco Mundial e FMI)
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Malaui
Aldeões tiram suco da floresta
Charles Mpaka

Como outras áreas florestais localizadas a uma distância razoável de áreas urbanas, a floresta de Zalewa, no Malaui, sofre as consequências da ação de pessoas que buscam lenha.
Um estudo estima que a lenha fornece 95% da energia nas moradias rurais e 55% nas urbanas, e que esta elevada demanda está causando um grande desmatamento no país.
Zalewas não é a exceção. A área se estende em uma zona seca, com chuvas escassas, por isso frequentemente a terra é difícil de cultivar. Isto obriga muitas pessoas a ganhar a vida vendendo carvão e lenha.
Até por volta do ano 2000, as pessoas não sabiam que podiam se beneficiar da floresta de um modo mais rentável e ao mesmo tempo mantê-la. Uma das árvores apreciadas para a produção de carvão é o tamarindo, que produz um carvão duro que queima por mais tempo.
A população local também deixava de molho baobás e tamarindos para elaborar uma bebida, mas seus moradores não tinham ideia de que podiam transformar essa bebida no centro de um empreendimento comercial.
O projeto criou viveiros de árvores autóctones e também melhorou e comercializou a produção de suco.
Os resultados positivos desse empreendimento levou os moradores a criarem consciência em suas áreas para proteger a floresta.
A missão declarada da cooperadora é usar as florestas indígenas da área de maneira sustentável e com desenvolvimento de empresas locais para criar uma fonte de renda alternativa à produção de carvão para as comunidades.
Apesar dos avanços, a produção de carvão ainda é o principal inimigo da empresa. É difícil para o Departamento florestal controlar o comércio desse produto.
(Foto: vendedor ilegal de carvão à beira da estrada, Malawi)
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Fonte: Boletim Casa das Áfricas
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Ítalo Dorneles

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