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Depois de três tentativas, Assembleia aprova reajuste dos professores

Depois da terceira tentativa, a Assembleia Legislativa aprovou, na tarde desta terça-feira (31), o projeto do governo do Estado que reajusta em 10,91% o salário do professores. Na semana passada, em duas ocasiões, a oposição retirou o quórum para evitar a votação da matéria.

O índice é o maior dos últimos dez anos e representa um ganho real, em relação à inflação de 2010, de 4,7% (IPCA). “O aumento ainda não é o ideal. Representa, no entanto, uma clara sinalização do propósito do Executivo de implantar de forma gradativa, no decorrer dos próximos quatro anos, o piso nacional do magistério”, comemorou o líder da bancada do PT na Assembleia Legislativa, Daniel Bordignon.

Com o reajuste, 88% dos professores do Estado (108 mil) passarão a ter vencimentos entre R$ 1.541,00 e R$ 2.451,00 (40 horas).

A líder do governo, Miriam Marroni (PT), considera que o aumento representa o primeiro passo para a implantação do piso nacional no Rio Grande do Sul. Na tribuna, ela lembrou que, além do reajuste, o governo do Estado irá implementar outros pontos da pauta de reivindicação do magistério, como a regularização das promoções e o abono às faltas ocorridas em decorrência de paralisações da categoria.

Embate político

Embora tenha sido aprovado por unanimidade (50 votos a zero), a proposta foi objeto de intenso debate. A oposição insistiu em propagandear a emenda do líder do PSDB, Jorge Pozzobom, dando prazo de 60 dias para que o governo do Estado institua o piso nacional. A tentativa, no entanto, não surtiu o efeito desejado pela oposição, que foi vaiada pelos professores que lotavam as galerias do plenário. “O magistério tem larga tradição de luta e sabe muito bem quem é quem. Esta emenda hipócrita tem o único objetivo de estimular o atrito entre a categoria e o governo”, apontou o deputado Nelsinho Metalúrgico (PT).

O líder da bancada do PT classificou a emenda da oposição de demagógica. “Estiveram oito anos no governo, achataram o salário dos professores e chegaram ao cúmulo de tentar acabar como o piso nacional no Supremo Tribunal Federal. Agora, querem que, em dois meses, o governo implante a medida, que vai custar cerca de R$ 2 bilhões”, argumentou Bordignon.

O deputado Raul Pont (PT) lembrou que muitos dos obstáculos que o governo Tarso terá que enfrentar para implantar o piso foram criados pelos partidos que hoje estão na oposição. O petista citou, como exemplos, o alto comprometimento da receita com renúncias fiscais e as distorções da matriz salarial do funcionalismo público.

Por Olga Arnt.
Fonte: Portal do PT/RS
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Ítalo Dorneles

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