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Tropas de Gaddafi recuam; rebeldes se dizem dispostos a receber ajuda militar do exterior

A maior parte das tropas que apoiam o regime de Muammar Gaddafi já deixou a cidade de Sirte em direção à capital Trípoli, disse nesta terça-feira (29) em Benghazi um porta-voz dos insurgentes líbios, Shams Eddin. Segundo ele, as forças governamentais que estão no Vale Vermelho protegem este recuo.

"Acreditamos que deixaram para trás Misrata (a cerca de 200 quilômetros a leste de Trípoli) em seu caminho rumo à capital. Um grupo de voluntários da mesma tribo que Gaddafi protege a cidade, enquanto seus habitantes e as tropas do regime fogem dela", disse Eddin, para quem as autoridades líbias não querem que Sirte seja destruída.

Mais cedo, os milicianos rebeldes retrocederam até Ben Jawad, a cerca de 100 quilômetros a leste de Sirte, por causa dos bombardeios de artilharia das forças pró-governo. Eddin explicou que há remanescentes das tropas de Gaddafi no Vale Vermelho, que contam com carros de combate e estão bombardeando posições rebeldes.

"O grupo principal de nossas forças está agora em Ben Jawad, enquanto há um destacamento avançado de voluntários na região de Harawa", acrescentou.

Ajuda do exterior aos rebeldes

A embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Susan Rice, disse nesta terça-feira que o governo Obama não descarta armar os rebeldes líbios como opção para tentar encerrar o governo Gaddafi. Um dia após o presidente Barack Obama ter defendido sua estratégia na Líbia em um discurso na TV, Rice afirmou que Gaddafi não deu sinais de que deixará o poder sem pressão contínua das potências ocidentais que impuseram uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia e usaram ataques aéreos para conter suas forças terrestres.

A França também quer debater com seus aliados a concessão de uma ajuda militar aos rebeldes na Líbia, declarou o ministro das Relações Exteriores francês, Alain Juppé.

Os representantes do Conselho Nacional Transitório (CNT) da Líbia afirmaram hoje que estão dispostos a receber ajuda militar do exterior para combater as forças de Gaddafi. "Damos as boas-vindas a qualquer ajuda que possamos receber de qualquer país. Até agora não nos ofereceram nada, portanto não vou fazer comentários", disse Mahmoud Shammam, porta-voz do CNT, em entrevista coletiva concedida em Londres.

"Os combatentes da revolução estão conseguindo muitas armas deixadas pelas forças de Gaddafi quando são derrotadas", explicou Shammam, ao ser perguntado sobre o potencial militar dos rebeldes e a possibilidade de que a comunidade internacional, ou parte dela, forneça armamento aos milicianos.
No entanto, Shammam declarou que "a libertação da Líbia é responsabilidade do povo líbio" e que o objetivo do Conselho de Transição é dirigir o processo político para a construção de um novo país. Na opinião do representante do CNT, o mais importante da conferência internacional sobre a Líbia realizada nesta terça-feira na capital britânica é conseguir "apoio político" internacional.

O Conselho deu garantias sobre o processo democrático de transição que será iniciado após um eventual colapso do regime do ditador e assegurou que não haverá vingança: "Não vamos pendurar as pessoas na rua, instauraremos a paz e a ordem", disse Shammam. "Já passamos por isso. Lutamos contra a ocupação italiana durante 40 anos e estamos preparados para lutar contra Gaddafi por nossos próprios meios".

Ele também descartou de maneira taxativa a possibilidade de que o líder líbio ou sua família estejam em condições de deter o processo revolucionário ou que possam participar da nova era política no país.

Guma El-Gamaty, coordenador do CNT no Reino Unido, insistiu que os líbios querem guiar seu próprio futuro e não estão pedindo aos estrangeiros "que venham mudar as coisas", e destacou que a paciência de seu povo se esgotou há anos. "Já tivemos tirania suficiente. Perdemos uma possibilidade de ouro de desenvolver nosso país nos últimos 42 anos", avaliou.

O CNT apresentou um documento à conferência intitulado "Uma visão para uma Líbia democrática", no qual explica seus planos para o futuro político do país, que fundamentalmente consistem em estabelecer um governo de transição até a proclamação de uma nova Constituição que permita realizar eleições livres.

Do Portal Uol Notícias
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Ítalo Dorneles

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