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Gaddafi promete "enfiar dedo nos olhos" dos inimigos e "banho de sangue" em caso de invasão

Muammar Gaddafi, ditador líbio há 42 anos no poder, ameaçou "enfiar o dedo nos olhos" daqueles que intervierem na situação política do país e falou que se os Estados Unidos ou os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) entrarem na Líbia, "haverá milhares de mortos".

"Não devemos ser escravos dos norte-americanos", disse ele em um longo discurso diante de dezenas de seus seguidores. "Nunca vamos aceitar isso. Entraremos numa guerra sangrenta e milhares e milhares de líbios morrerão se os Estados Unidos ou a Otan entrarem."

As declarações de Gaddafi foram feitas em Trípoli, capital da Líbia, nesta quarta-feira (2), na cerimônia que celebra o 34º aniversário da instauração do "poder das massas" na Líbia, segundo informou a emissora estatal.

Segundo ele, todos os líbios pegarão em armas em caso de um "atentado contra a união nacional" ou de uma ameaça sobre o petróleo, e lutarão até "o último homem e a última mulher" para defender seu país.

Em um discurso de mais de uma hora de duração, Gaddafi voltou a dizer que não exerce nenhum poder no país e a culpar a Al Qaeda pelas manifestações contra o seu regime.

“Os líbios são responsáveis pela Líbia. Isso não é um regime presidencialista ou uma monarquia. Desafio qualquer um a dizer que eu estou exercendo o poder. [O poder] Está nas mãos das pessoas”, disse.

"Nenhuma política, interna ou externa, pode ser elaborado sem a aprovação do povo", disse ele, que assim como na entrevista concedida a jornalistas da BBC na segunda-feira, voltou a rir ao comentar que “vê os jornais citando seu nome” como líder da Líbia. “Gaddafi não exerce nenhum poder, não é presidente”, declarou ele ao dizer porque não renuncia.

Em uma crítica direta aos países da comunidade internacional que estão discutindo a situação na Líbia, Gaddafi diz que perguntou aos seus partidários quem o substituiria no poder. "

Eles me disseram que seriam as forças estrangeiras - nada de dentro da Líbia ... As pessoas me disseram que estavam prontas para morrer por mim", disse ele, seguido de gritos da multidão dizendo "nunca podemos abandonar o nosso líder". Gaddafi afirmou também que se os Estados Unidos ou os países da Otan entrarem na Líbia, "haverá milhares de mortos".

A Al Qaeda voltou a ser apontada como a culpada pelas manifestações no país. Gaddafi disse que o grupo formou “células adormecidas” em determinadas áreas e que elas iniciaram os protestos.

"De repente, essa célula dormente lançou um ataque contra o batalhão. Eles atacaram a delegacia de polícia", disse, ressaltando que “o batalhão recebeu ordens para não retornar o fogo". "A mesma infecção se espalhou por Benghazi”, declarou citando a segunda maior cidade da Líbia, sob controle dos opositores ao seu regime.

Segundo ele, a Al Qaeda invadiu prisões, recrutou os criminosos e os armou. "Eu estou pronto para sentar e negociar com eles. Mas eles não tem propostas, eles não negociam".

Com relação à imprensa, o líder declarou que "a Líbia não gosta de correspondentes estrangeiros", pois "não havia nenhum deles no país antes das manifestações". Para ele, a mídia está exagerando na cobertura. A ONU e os países que aplicaram sanções à Líbia também foram alvo de críticas de Gaddafi, já que estariam "se baseando em informações equivocadas" divulgadas pela imprensa.

"Não há manifestações pacíficas. É uma conspiração. É uma conspiração para obter o controle do petróleo líbio. É uma conspiração para obter o controle do território líbio. Vamos defender a Líbia, centímetro por centímetro, até a última gota de sangue ".

Gaddafi ainda disse que uma prova de que as manifestações não são pacíficas é o fato de que as “gangues armadas” tomaram empresas de petróleo e retiraram os trabalhadores antes de atacar. “Por que eles iriam retirar os trabalhadores se as manifestações eram pacíficas? Esta é a prova de que não foram pacíficos”.

Dezenas de partidários acompanhavam o discurso de Gaddafi, aplauindo o ditador em diversos momentos e gritando frases a favor do líder, como uma mulher que interrompeu Gaddafi para demonstrar seu apoio ao regime dizendo "Você é uma espada que não se curva. Você não deve sair".

A Líbia enfrenta uma onda de protestos há mais de duas semanas. Inspirados nas revoltas populares da Tunísia e do Egito, que derrubaram seus ex-ditadores Ben Ali e Hosni Mubarak, respectivamente, os manifestantes pedem a saída de Gaddafi do poder.

Ofensiva de Gaddafi

O discurso de Gaddafi acontece horas depois de uma ofensiva dos partidários de Gaddafi, realizada 24 horas depois de o filho do líder líbio Seif al-Islam ter negado que o regime tivesse intenções de montar uma contra-ofensiva no leste do país.

Os opositores e forças leais a Gaddafi entraram em combate na cidade petrolífera de Brega, a 200 km ao oeste de Benghazi. As forças leais ao ditador líbio Muammar Gaddafi usaram aviões para bombardear a cidade de Ajdabiya, também controlada pelos opositores ao regime.

Testemunhas disseram ter visto dois aviões de guerra bombardeando a cidade de Ajdabiya. As forças de segurança do governo buscam conter o avanço da oposição, que ocupa a cidade, para a capital Trípoli. Ajdabiya está localizada a 750 quilômetros da capital líbia.

O gestor da companhia petrolífera de Sirte, que explora o poço petrolífero da cidade oriental de Brega, Ahmad Jerksi, afirmou que as forças de segurança do governo retomaram o controle do poço de Ajdabiya.

Em Brega, dois batalhões de forças de Gaddafi, com apoio de mercenários, retomaram parte da cidade e o aeroporto, informou o jornalista líbio Faradj Maghrabi à rede Al Jazira. Porém, as informações são desencontradas.

O correspondente da emissora “Al Jazira” confirmou o ataque e disse que a cidade de Benghazi, sob o controle da oposição ao regime de Gaddafi, acelera suas operações de contenção ao mesmo tempo em que se prepara para lançar uma contra-ofensiva em Brega.

Mais tarde, rebeldes líbios anunciaram ter recuperado o controle de Brega (leste), depois de uma ofensiva das forças de Muamar Gaddafi, que deixou pelo menos dois mortos, informaram fontes ligadas aos opositores em Ajdabiya (160 km ao oeste de Benghazi).

Brega "está agora totalmente sob o controle da revolução", afirmou um general da polícia que pediu anonimato em entrevista à agência de notícias France Presse. A fonte está em Ajdabiya, cidade 40 km ao sul de Brega.

"As forças de Gaddafi chegaram a Brega e combateram, mas agora recuam", declarou Mehdi Suleiman Hussein, um dos combatentes em Ajdabiya. Segundo ele, apenas os "mercenários" enfrentavam os insurgentes.

A notícia da ofensiva chegou rapidamente a Ajdabiya, cerca de 160 quilômetros ao oeste de Brega, e seus habitantes intensificaram os preparativos para conter o avanço. O jornalista citado pela Al Jazira relatou que o ataque começou de madrugada com o apoio de aviões da Força Aérea e nos violentos combates foram empregados lança-foguetes RPG.

Aparentemente o alvo dos ataques era um depósito de munições nas proximidades da cidade, que já havia sido bombardeado há dois dias. Moradores da região, no entanto, afirmaram que o alvo era uma base militar que caiu em poder dos rebeldes, a três quilômetros de Ajdabiya.

Gaddafi culpa Al Qaeda e Bin Laden por protestos

Na última quinta-feira (24), em entrevista a um talk show na TV estatal da Líbia, o ditador Muammar Gaddafi criticou os opositores do seu regime e atribuiu os protestos contra o seu governo à Al Qaeda e a Osama Bin Laden.

“Os manifestantes na Líbia servem aos interesses de Bin Laden”, disse Gaddafi, que acusouBin Laden de "enganar" os jovense pediu aospais que "saiam de suas casas e conversem com seus filhos"e tirem as "armas das mãos dos jovens".

"Eu penso nas famílias dos quatro jovens mortos nos confrontos e me pergunto se Bin Laden vai ajudá-las", disse Gaddafi.

No segundo discurso ao povo desde o início dos protestos –o primeiro, na terça-feira (22), onde ele afirmou que não vai deixar o país e vai morrer como “mártir” -, Gaddafidescreveu a atual revolta do país como uma "farsa", acrescentando que os manifestantes estão sendo conduzidos pelas “drogas”.
No poder há 42 anos, o líder afirmou que desde 1977 é o "povo que tem o poder nas mãos" e que ele tem "apenas um poder simbólico".

Antes de encerrar, Gaddafi mandou um recado aos líbios: "Você é responsável pelo que está acontecendo ao seu país, seja paz ou guerra. A escolha é sua".
Em um pronunciamento na terça-feira (22), Gaddafi afirmou que não tem motivos para renunciar e deixar a Líbia, dizendo que não é apenas o presidente, mas sim o “líder da revolução”, e convocou seus partidários para saírem às ruas e defenderem seu governo.

"Este é meu país, dos meus irmãos. (...) Quero morrer no meu país e vou ser um mártir no fim", declarou ele em um discurso transmitido ao vivo pela televisão estatal.

A violenta repressão aos opositores do governo fez com que vários embaixadores e lideranças líbias renunciassem a seus cargos. A ONU estuda a possibilidade de acusar a Líbia de crimes contra a humanidade por ter recorrido a caças de guerra para repreender as manifestações. Devido às manifestações, além do Brasil, países como França, Rússia, Holanda e Índia também já conseguiram evacuar parte de seus cidadãos da Líbia.


Veja a animação com os pontos dos ataques

Fonte: Portal Uol - Com agências internacionais
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Ítalo Dorneles

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