slider

Recent

Tecnologia do Blogger.
Navigation

Boletim Casa das Áfricas


Tunísia e Argélia

O Magrebe se levanta contra os ditadores
Zehira Houfani


O início de 2011 será marcado pelo movimento de revoltas populares que estão abalando o Magrebe. Os "motins da fome" são também motivados pela ânsia de justiça e pelo fim das ditaduras e outros regimes mafiosos que governam estes países por meio da força e da repressão. Enquanto na Tunísia continuam os disturbios das últimas semanas, na Argélia os bairros populares da capital e das principais cidades se inflamam desde o dia 5 de janeiro, na explosão de cólera dos jovens alimentada por uma realidade cotidiana absurda num país que afunda sob o peso dos petrodólares, dos quais se apoderam abertamente há anos os déspotas no poder.

Estima-se que a juventude argelina compreende mais de 70% da população, mas as políticas oficiais não oferecem nenhuma abertura nem se ocupam seriamente desses milhões de jovens abandonados ao seu próprio destino e sem perspectivas para o futuro.

Ao sair às ruas para protestar violentame nte contra os seus opressores, os jovens norte-africanos mostram ao mundo seu desespero. Isto é especialmente verdadeiro na Argélia, onde os jovens se sentem esquecidos pelas gerações anteriores, a da Revolução, que foi a glória do país, e a da Independência, que nunca soube assumir o seu papel, ou seja, realizar o Estado de Direito, objetivo final da revolução argelina.

É este o começo do fim das ditaduras dos países do Magrebe? A bola está no campo das elites e dos políticos íntegros desses países que devem não só assumir as reivindicações de seus povos mas também fazer com que sejam ouvidos não só nas tribunas locais como também na cena internacional. (Foto: protestos na Tunísia)
Leia mais


Forças de paz ou intervenção?

ONU em cheque com crise na Costa do Marfim
Thalif Deen


A coerência da Organização das Nações Unidas (ONU) está sendo colocada à prova pela crise constitucional na Costa do Marfim, onde o presidente se nega a entregar o cargo ao vencedor das últimas eleições.

A situação se agravou com enfrentamentos entre militares leais ao presidente Laurent Gbagbo e rebeldes que apoiam o líder opositor Alasanne Ouattara.
Muitos se perguntam até quando o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, ou o Conselho de Segurança, poderá se envolver em assuntos internos de um Estado soberano, mesmo se for constatada fraude nas eleições ou se Gbagbo persiste em sua negativa de reconhecer sua derrota.

Segundo o artigo VII da Carta da ONU, o Conselho de Segurança tem o direito de intervir em um país apenas quando existe uma ameaça à paz e à segurança internacionais. Porém, a crise da Costa do Marfim poderia ser considerada uma ameaça mundial se a situação persistir? A ONU está autorizada a enviar uma força intervencionista, aprovada pelo Conselho de Segurança, para colocar no cargo o presidente que considerar ser o certo?

A reação internacional é esmagadoramente contrária ao presidente Gbagbo, claramente derrotado nas eleições do mês passado.

Contudo, o presidente continua aferrado ao poder com o apoio dos militares, que somam mais de 30 mil.

Consultado sobre a legitimidade de uma eventual intervenção, o porta-voz das Nações Unidas afirmou que estão agindo segundo o mandato concedido pelo Conselho de Segurança e alertou para um risco real de retorno à guerra civil acrescentando que a força de paz da ONU - a Unoci - confirmou que mercenários, incluindo ex-combatentes da Libéria, foram recrutados para atacar determinados grupos da população.

Como a situação se deteriora no terreno, há um risco real de as forças da ONU ficarem presas no fogo cruzado entre as partes em combate. (Foto: carro da ONU em Abidjan, dez. 2010)
Leia mais


Segurança alimentar

"Cultivos de pobre" para salvar o Quênia da fome
Miriam Gathigah


Vegetais silvestres, mato comestível e hortaliças tradicionais são a opção considerada por muitos cientistas para salvar da insegurança alimentar o Quênia, onde 1,6 milhão de pessoas sofrem inanição.

Cinco milhões dos oito milhões de famílias neste país dependem diretamente da agricultura, apesar de continuar sendo um dos setores com menor apoio oficial.
Devido à sua excessiva dependência da produção agrícola, tanto para subsistência como para fins comerciais, uma grande parte dos 36 milhões de quenianos necessita urgentemente de ajuda alimentar.

Neste contexto, cientistas intensificam suas pesquisas sobre os tipos de cultivos que podem ser desenvolvidos na maior parte do território. Muitos quenianos estão optando por vegetais silvestres antes desprezados e estigmatizados como "cultivo de pobre".

Estes vegetais crescem facilmente. Para muitas pessoas, são apenas “mato que os pobres comem”. Porém, são muito nutritivos e podem ser plantados nas próprias terras dos pequenos agricultores com cultivos mais modernos como a couve.

A mudança de atitude em relação a estes vegetais pode ser rastreada 20 anos atrás, quando a professora Mary Abukutsa Onuango, agora conferencista sobre agricultura e tecnologia na Universidade Jomo Kenyatta, incentivou uma pesquisa sobre hortaliças como a berinjela africana, as solanáceas e o caupí.

Sua pesquisa revelou que a introdução no Quênia de cultivos estrangeiros, como aspargo e brócolis, como em muitos outros países africanos, teve um efeito negativo no consumo e na comercialização de plantas locais. Os vegetais estrangeiros têm mercado, mas, sobretudo, entre os ricos. São caros e, portanto, marginalizam os quenianos que vivem abaixo da linha de pobreza. (Foto: Mary Abukutsa na horta da universidade)
Leia mais

Fonte: Boletim Casa das Áfricas
Compartilhe
Banner

Ítalo Dorneles

Mudei o meu perfil do blogger. Agora estou utilizando este aqui: https://draft.blogger.com/profile/12182443674733728583

Poste um comentário:

0 comments: