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O dia em que Dilma Rousseff dividiu o plenário com os vereadores de Canguçu

Na manhã do dia 20 de dezembro de 2002 desembarcava em Canguçu a secretária de Minas e Energia do Rio Grande do Sul, seis dias depois de completar 55 anos de idade. Acompanhada do engenheiro Vicente Hauber, do diretor de distribuição da CEEE, Ronaldo Schuck, e do diretor regional da companhia de Pelotas, Marco Adiles, a titular da pasta marcou presença em uma audiência pública na Câmara de Vereadores para tratar da construção de uma subestação no município, uma antiga reivindicação da comunidade e de autoridades.

As pessoas presentes naquela ocasião jamais poderiam imaginar que estavam frente a frente com aquela que entraria para a história do país menos de oito anos depois, ao ser eleita a primeira mulher presidente da República. Dilma Rousseff visitava o município pela segunda vez, a primeira havia sido em maio do mesmo ano.

O engenheiro eletricista Juarez Fernando Parode ainda guarda a ata da sessão ordinária. Representando o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA) local, ele era um dos líderes da comissão de entidades e moradores que solicitaram a audiência com a secretária de Minas e Energia do Estado. O vice-prefeito Adão Silva e os vereadores Alex Silva, Mariza Eslabão e Davi Casarin eram algumas das autoridades presentes.

“Reivindicávamos a construção de uma subestação da CEEE no município. Os técnicos da companhia diziam que a usina termelétrica de Piratini, com a instalação de um alimentador, seria suficiente para atender a demanda de Canguçu, mas os moradores sabiam que essa solução era caseira. A estrutura só tinha condições de atender à madeireira deles”, conta Juarez.

Durante o encontro, Dilma mostrou-se atenciosa aos pedidos feitos pela comissão e anunciou a visita à Piratini na parte da tarde para conferir o funcionamento da usina termelétrica. “Ela ainda comunicou que um empreendimento assinado em Brasília há poucos dias ia permitir a construção de uma linha de transmissão de 130 km desde Candiota até Pelotas. Era uma conquista da CEEE, segundo ela”, recorda.

Um fator que chamou atenção do engenheiro eletricista foi a visão a longo prazo de Dilma. “Ela trouxe dados interessantes para a audiência. Lembrou que durante o governo Olívio Dutra o quadro caótico da solução de energia do Estado havia sido revertido, destacando uma ampliação de 46% da oferta de demanda de energia. A projeção dela era de que o investimento suportaria um crescimento do sistema de energia elétrica de até 5% ao ano”, conta Juarez ao folhar a agenda que contém a ata da sessão.

Cerca de dois meses antes da visita, as eleições estaduais apontaram a vitória de Germano Rigotto, que sucederia Olívio Dutra a partir de janeiro de 2003. No governo do peemedebista teve início a construção da linha de transmissão Candiota-Pelotas e, cerca de 15 meses depois, aconteceu a inauguração da subestação da CEEE em Canguçu.

Uma curiosidade marcou a despedida da secretária. Antes de deixar a Câmara de Vereadores, Dilma conversou informalmente por alguns minutos com os representantes da CEEE e com a comissão formada por entidades e moradores do município. Durante a conversa, foi questionada sobre sua saída do governo do Estado nos próximos dias, diante da derrota de Olívio Dutra nas urnas. Como resposta, ela disse que, juntamente com o engenheiro Vicente Hauber, poderia assumir um cargo no governo Lula. A possibilidade se confirmou. Ela assumiu o Ministério de Minas e Energia, área que mais domina, e depois substituiu José Dirceu na Casa Civil. O restante da história, todos já sabem...

do Blog Canguçu Online
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Ítalo Dorneles

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