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CPI da Corrupção do DF indicia Arruda, Roriz e mais 20 por desvio de dinheiro público

A CPI da Corrupção do DF aprovou nesta quarta-feira relatório final que pede os indiciamentos de 22 pessoas, incluindo o ex-governador José Roberto Arruda (sem partido) e o candidato ao governo Joaquim Roriz (PSC), pelo esquema de cobrança de propina e compra de deputados conhecido como mensalão do DEM.

No total, a CPI aponta a prática de 17 crimes, como corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

"Nos governos de Joaquim Roriz e Arruda as regras foram invertidas e dispensava-se a licitação para facilitar a atuação dos grupos criminosos", diz o relatório do deputado Paulo Tadeu (PT).

"Embora Arruda seja o símbolo, Roriz foi muito mais pródigo nos contratos sem licitação. A podridão do governo Arruda saiu das entranhas do governo Roriz", afirma o relatório.

Numa votação rápida, o texto foi aprovado por unanimidade pelos quatro deputados distritais que participaram da sessão na Câmara Legislativa do DF. Três eram aliados do ex-governador José Roberto Arruda (sem partido), apontado pelo relatório como "gestor de esquema nefasto de corrupção".

Entre os que votaram a favor dos indiciamentos, está o deputado distrital Raimundo Ribeiro (PSDB), que apoia Roriz.

A CPI estava parada há dois meses e o relatório final será encaminhado para Polícia Federal, Ministério Público e Superior Tribunal de Justiça. O relatório pede ainda que se aprofundem as investigações contra as 22 pessoas indiciadas e 36 empresas.

O relatório diz que o esquema começou no governo de Joaquim Roriz (PSC), antecessor de Arruda e agora candidato a governador. Foram dez anos de desvio, iniciando-se em 1999 e durando até a operação Caixa de Pandora --segundo o documento.

De acordo com o documento, o "orçamento da Caixa de Pandora", ou seja, quanto o governo gastou em contratos suspeitos, soma R$ 4,2 bilhões desde o governo Roriz.

A CPI sugere ainda o desdobramento das investigações em outras três frentes, sobre o pagamento de propinas em contratos de limpeza urbana, programas de isenção fiscal e na aprovação do Plano Diretor que impulsionou o mercado imobiliário brasiliense.

Os seis deputados distritais investigados pela Polícia Federal foram poupados pela CPI. "Não foram encontrados indícios de que qualquer deputado desta Casa recebeu propina", disse Paulo Tadeu.

Segundo o coordenador da campanha de Roriz, Paulo Fona, o relatório é uma "jogada política". "Isso vem de um deputado do PT. A CPI ficou parada meses e agora aparece o relatório às vésperas da eleição. Como é que ele se esquece de dizer que os contratos do Instituto de Candango de Solidariedade começou no governo do PT?", disse.

De acordo com o assessor de Roriz, as contas da campanha de 2002 já foram investigadas. "Isso é uma mentira [que houve dinheiro público]. Isso já foi investigado e não houve nenhuma comprovação. isso é requentado", afirmou.

Informações da Folha.com
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Ítalo Dorneles

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