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Parlamento grego aprova plano para cortar gastos públicos

O Parlamento grego aprovou nesta quinta-feira, por maioria absoluta, o programa para reduzir o deficit fiscal nos próximos três anos, condição para que o país tenha acesso ao pacote de ajuda de 110 bilhões de euros patrocinado pelas nações da zona do euro e pelo FMI (Fundo Monetário Internacional).

O programa de austeridade foi aprovado por 172 deputados, enquanto 121 votaram contra e três se abstiveram. Do total de 300 membros do Parlamento (unicameral), quatro faltaram à sessão.

Entre outras medidas, o plano de economia, que busca cortes de 30 bilhões de euros em três anos, abrange duras reduções salariais e de aposentadorias, tanto no setor privado como no público, e vetará novas contratações de funcionários nos próximos três anos.

A aprovação da legislação para obter a ajuda internacional já era dada como certa, já que o Movimento Socialista Pan-helênico (Pasok), com 160 deputados, tem maioria absoluta no Parlamento.

Crise

Na Grécia, o primeiro-ministro George Papandreou afirmou que o pacote de ajuda financeira da UE e do FMI é a "única esperança" para evitar a bancarrota do país.

O acordo, que prevê uma ajuda financeira de 110 bilhões de euros ao país até 2012, demanda que a Grécia adote severas medidas para cortar gastos, o que gerou insatisfação popular. Ontem, três pessoas morreram durante manifestações contra as medidas que o governo pretende adotar para abater o deficit público, e que devem ser votadas nesta quinta-feira pelo parlamento grego.

O primeiro-ministro afirmou ainda que o governo não tem escolhas a não ser a impor as medidas de austeridade, que enfrentam resistência no parlamento local. Ele disse que o pacote de medidas de austeridade fiscal foi apresentado com urgência porque o país tem cerca de 8,5 bilhões de euros em dívidas a vencer no próximo dia 19. Sem dinheiro, a Grécia fatalmente teria que declarar um "default" (suspensão de pagamentos).

"Os cofres do Estado não têm dinheiro. Atualmente, o país não pode emprestar do mercado internacional. E o único jeito de evitar a bancarrota e a suspensão dos pagamentos é tomar dinheiro dos nossos parceiros da Europa e do Fundo Monetário Internacional", declarou.

Riscos

A Grécia enfrenta uma severa crise financeira, que ameaça a estabilidade da zona do euro. O país tem dívidas na casa dos bilhões de dólares que vencem no curto prazo, o que tem aumentado a desconfiança dos agentes de mercado de que o país mediterrâneo pode entrar em "default" (suspensão de pagamentos).

Embora esse país tenha pedido a ativação do mecanismo de ajuda financeira acordado entre a UE e o FMI, a medida ainda não tranquilizou os mercados. Os títulos da dívida grega são negociados com juros recordes na praça financeira internacional, o que demonstra o grau de desconfiança entre os tomadores.

A questão é que nenhuma parcela dos 45 bilhões de euros (cerca de US$ 60 bilhões) já foi liberada, e o plano de ajuda ainda precisa passar pelo crivo de cada um dos países da UE. A Alemanha, que deve entrar com "a parte do leão" do montante total da ajuda, mostra resistências, e quer que a Grécia se comprometa com medidas duras para controlar seus deficits, o que pode se tornar um problema político delicado.

O país foi agitado recentemente por vários protestos contra as iniciativas de cortes de gastos públicos e de salários adotadas pelo governo para combater o deficit público, que pode bater a casa dos 14% do PIB, segundo previsão da Eurostat, a agência europeia de estatísticas.

E recentemente, a agência Standard & Poor's rebaixou o "rating" (nota de risco de crédito) da dívida grega para o nível de "grau especulativo", classificação que inclui países vistos como "maus pagadores", incluindo aqueles que já suspenderam o pagamento de seus compromissos financeiros.

Pela Folha Online
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Ítalo Dorneles

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