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Dunga faz piada, ironiza a imprensa e ri dos seus erros de português

“Encontrei o Dunga de manhã, no hall do hotel, e ele estava muito bem-humorado”, informa o repórter Fernando Fernandes na Rádio Bandeirantes. “Também, com essa vista que ele tem aí da praia, se ele não estivesse bem-humorado nada mais o deixaria bem-humorado”, observa, no estúdio, o locutor Rodolfo Schneider, duas horas antes do anúncio da seleção que vai à Copa.

Apesar de resfriado, Dunga parecia, de fato, muito bem-humorado ao defender a sua lista. De camiseta amarela, camisa verde e blazer escuro, o técnico comandou a entrevista do seu jeito, tropeçando no português, mas rindo – e não apenas de seus críticos, mas de si próprio.

“O Kaká com nós... Quer dizer, conosco... Se não, amanhã vão dizer que eu não sei português”. Cometeu o mesmo erro outras duas vezes, e em ambas se corrigiu. Em outra referência à sua formação, ironizou os jornalistas: “Vocês que estudaram muito mais que eu, vão entender o que estou dizendo”.

O técnico suportou razoavelmente bem as perguntas sobre as suas escolhas. “O lobby que se fez em nenhum momento me deixou bravo. É normal”, disse uma vez, depois outra e ainda uma terceira. Mais uma vez ironizou a imprensa, dizendo que se seguisse as sugestões dos jornalistas teria problemas. “Cada mês vocês trocam a lista de vocês. Eu ia ter que mandar várias listas para a Fifa”.

Sobre o fato de Júlio Baptista estar na reserva, Dunga fez piada com Totti, o titular da posição e maior ídolo da Roma. “O Totti manda na Roma. Só não manda mais que o (imperador) Nero porque ainda não virou história”.

Em outro momento, comentando o lobby pela convocação de Ganso e Neymar, fez outra piada. “Se você colocar a minha imagem na televisão batendo o pênalti na Copa de 94 o tempo todo, vão querer que eu vá para essa Copa também”.

Apesar do bom-humor, Dunga não perdeu a chance de repetir algumas palavras-chaves do discurso que vem usando nestes três anos e meio à frente da seleção. A palavra “coerência” foi repetida seis vezes, contou a reportagem do UOL. Já a expressão “jogador tem que se doar” foi dita quatro vezes.

E apesar de dizer três vezes que não fica “bravo” com as cobranças, Dunga deixou transparecer irritação em duas ocasiões. Primeiro, quando Cícero Melo, da ESPN, disse que, se estivesse no lugar de Feola, Dunga não teria levado Pelé para a Copa de 58. “Ele está falando de Pelé. Se você encontrar um Pelé por aí, me traz. Pelé a gente não pode comparar com ninguém”.

Depois, quando Milton Neves, da Band, o criticou pelo mesmo motivo, dizendo que Dunga entrará para a história como Cesar Menotti, o técnico da Argentina que não levou Maradona para a Copa de 78. “Os caras são bons, mas não vamos enganar ninguém, né Milton? Tem muita coisa encomendada”, disse, sugerindo a existência de interesses comerciais por trás da pressão pela convocação dos jogadores.

do Uol Copa do Mundo

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Ítalo Dorneles

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