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Veículo usado em ataque era clonado, diz chefe de polícia paraguaio

O chefe de polícia da cidade de Pedro Juan Caballero, o comissário Francisco González, informou à Folha nesta terça-feira que o carro utlizado no atentado ao senador liberal Roberto Acevedo era de origem brasileira, com placa de São Paulo, e era um veículo clonado.

"Já sabemos que o modelo Ford Ranger, com placa de São Paulo-SP, é um veículo clonado. A Polícia Civil de São Paulo nos informou que há outro carro circulando no Brasil com a mesma placa", disse González.

O comissário disse ainda que, na noite de ontem, o ministro do Interior, Rafael Filizola, esteve na cidade e pediu que o inquérito seja conduzido com rapidez.

"Filizola também deu instruções à polícia para garantir a segurança do senador enquanto ele estiver internado no hospital em Pedro Juan Caballero", informou o chefe de polícia.

Sobre as investigações, González afirmou que "estão a cargo da Justiça", mas disse que todos os esforços da polícia nacional estão voltados para a rápida solução do caso.

Indagado acerca de uma possível ligação com a facção criminosa brasileira PCC (Primeiro Comando da Capital), González afirmou tratar-se de uma "hipótese".

"Não se pode adiantar nada ainda sobre a conexão com o PCC, mas neste momento não estamos descartando essa possibilidade", disse.

Narcotráfico

Para o senador Acevedo, sobrevivente do atentado que deixou dois funcionários mortos, a responsabilidade do ataque recai sobre a máfia do narcotráfico que domina a fronteira entre Paraguai e Brasil.

"Os responsáveis são narcotraficantes paraguaios associados com os brasileiros. Eles estão infiltrados na sociedade e são donos da vida e da morte. Eu me salvei por um milagre", disse Acevedo à imprensa.

O carro do político sofreu cerca de 40 impactos de bala, sem que a polícia tenha ainda pistas dos atacantes. O senador pelo Partido Liberal sofreu o impacto de dois disparos.

Um de seus guarda-costas morreu ao tentar protegê-lo e o outro foi crivado por balas.

O ataque ocorreu em pleno centro da cidade de Pedro Juan Caballero, capital do departamento (Província) de Amambay, separado por uma avenida de Ponta Porã, no Brasil.

Amambay foi declarado em estado de exceção assim como outros quatro departamentos do norte, nos quais foram mobilizados cerca de 3.000 policiais e militares para rastrear a existência de focos de supostos rebeldes autodenominados Exército do Povo Paraguaio (EPP), de esquerda.

A eles foi atribuído o assassinato há uma semana de quatro policiais no Departamento de Concepción, vizinho de Amambay.

PCC

O ministério do Interior paraguaio confirmou as identidades de dois brasileiros detidos como suspeitos do atentado, e indicou que as investigações já estão em estágio avançado.

A chefe de imprensa do ministério, Dolly Olmedo, disse em entrevista por telefone à Folha que os brasileiros Eduardo da Silva, 27, e Marcos Cordeiro Pereira, 34, estão presos na cidade de Pedro Juan Caballero, mas explicou que a polícia paraguaia ainda não tem comprovação da ligação dos dois com o PCC (Primeiro Comando da Capital), informação publicada pela imprensa local.

O chefe de polícia Francisco González, no entanto, diz que no inquérito os nomes dos suspeitos constam como Eduardo da Silva, 27 e Nevailton Marcos Cordeiro, 34.

De acordo com informações do ministério, o senador Acevedo vinha sofrendo ameaças há muitos dias. "Ele já sabia que isto poderia acontecer, mas não tomou os cuidados necessários", disse Olmedo, confirmando ainda que o senador passa bem e já está fora de perigo. Segundo o ministério, o próprio senador teria comentado anteriormente que sua cabeça valeria US$ 500 mil (cerca de R$ 800 mil).

A cidade de Pedro Juan Caballero é a capital de Amambay, um dos Departamentos (Estados) declarados em estado de exceção pelo Parlamento paraguaio para combater a guerrilha EPP. O estado de exceção, decretado por 30 dias, afeta os Departamentos de Concepción, San Pedro, Amambay, Presidente Hayes e Alto Paraguai, onde vivem 800 mil pessoas, quatro deles fazem fronteira com o Brasil.

A polícia descartou qualquer ligação entre o EPP e o atentado desta segunda-feira.

da Folha Online


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Ítalo Dorneles

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