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Vaticano e pedofilia. Retratação de cardeal não convence. Europarlamentar quer moção de repúdio

1. As águas no Vaticano estão agitadas. E não só nas duas magníficas fontes da praça São Pedro.

Uma coisa parece certa. O papa Ratzinger está cercado de trapalhões.

Convém recordar os últimos dias:

(I) O padre Cantalamessa, predicador oficial, deu um grande fora na Sexta-feira Santa ao comparar, com base na carta que diz ter recebido de um amigo judeu, o sofrimento do papa com a Shoá-Holocausto.

(II) Decano do colégio de cardeais e ex-secretário do Estado do Vaticano, o cardeal Angelo Sodano, acusado de encobrir os atos de pedofilia do fundador dos Legionários de Cristo, considerou “fuxicos” as acusações de o papa abafar casos de pedofilia.

(III) Por seu turno, o cardeal Tarcisio Bertone, o segundo homem forte do Vaticano, dado como braço direito do papa Ratzinger, sustentou, em viagem ao Chile, a correlação entre homossexualismo e pedofilia. Ou seja, chamou de criminosos todos os homossexuais.

Não bastasse, a revista Avvenire, uma publicação do alto clero romano, veiculou, ontem, um artigo da historiadora Gabriella Sartori. Ela atacou a ambiguidade de intelectuais anticlericais. Isto porque criticam a Igreja quanto ao tema pedofilia, enquanto defendem Roman Polanski, que violentou uma menina de 13 anos de idade.

2. No Parlamento Europeu, sediado em Bruxelas, o líder dos liberais democratas, Guy Verhofstad, pediu uma moção de clara condenação diante do afirmado pelo cardeal Bertone.

Segundo vaticanistas, Bertone despontava como nome certo à sucessão de Ratzinger. Agora, não mais. Como dizem, Bertone “queimou o filme”.

3. O ministro francês de relações Exteriores reagiu e considerou “inaceitável” a conexão estabelecida: “Um amalgáma inaceitável”.

4. Franco Grillini, um dos históricos ativistas do movimento gay europeu, foi mais incisivo.
A explicação do Vaticano para o fora dado pelo cardeal Bertone, segundo Franco Grillini, “é quase pior do que a gafe planetária precedente”.

5. Ontem, depois de uma conversa telefônica entre Bertone (estava no Chile) e o padre Federico Lombardi (porta-voz do Vaticano), foi acertada uma nota de esclarecimento.

Nela o Vaticano pretendeu reduzir o alcance da desinformação e da absurda colocação do cardeal Bertone.

Pela nota, em síntese, Bertone teria referido-se apenas a um levantamento feito pela Igreja sobre efebofilia. Ou seja, os padres pedófilos seriam homossexuais, conforme levantamento realizado pela Igreja e referente a um arco de tempo de cinco anos, com termo inicial em 2001: 3 mil casos analisados.

PANO RÁPIDO. No comunicado, a Santa Sé deu um tiro no pé ao afirmar que o secretário de Estado falava dos abusos da Igreja. E “que não compete às autoridades eclesiásticas fazerem afirmações generalizadas de natureza médico-psicológica”.

Diante da nota, pode-se concluir que, para Bertone, todos os padres homossexuais são pedófilos.

Wálter Fanganiello Maierovitch

do Terra Magazine.

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Ítalo Dorneles

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