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Diretor do Deic fala em pressão do MP e esbraveja: "A ética foi ferida de morte"

Em tom de indignação e bastante alterados, os delegados da Polícia Civil contestaram a tese do Ministério Público de que a morte do ex-secretário da Saúde Eliseu Santos teria sido um homicídio e não um latrocínio.

Questionando a ética do MP, o delegado Ranolfo Vieira Junior, diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais, não escondia a revolta com a situação criada pelo órgão, ao estabelecer uma nova linha para o caso.

— A ética foi ferida de morte — esbravejou Ranolfo.

Para a Polícia Civil, o assaltante Eliseu Gomes, 22 anos, e outros dois ladrões mataram Eliseu Santos num assalto na Rua Hoffmann (bairro Floresta, Porto Alegre), numa tentativa de roubar o carro do secretário. Para os promotores, não ocorreu assalto. Os três ladrões teriam se aliado a outras quatro pessoas para assassinar a vítima, num caso de vingança.

— Desde o primeiro momento fomos pressionados. O fato ocorreu dia 26 de fevereiro. No dia 5 de março, fomos chamados ao gabinete da promotora e fizemos uma reunião na qual o Ministério Público nos pressionava para declarar como homicídio e não como latrocínio — completou o diretor do Deic.

O diretor do Deic questionou a prova apresentada nesta manhã pela promotora de Justiça, Lúcia Helena Callegari. Ela afirmou que havia uma quarta pessoa na cena do crime durante a morte do ex-secretário da Saúde, Eliseu Santos. Além dos dois criminosos que atacaram a vítima e o motorista do carro que levava os bandidos, um quarto homem estaria "vigiando" a ação dos assassinos.

— Uma câmera de segurança flagrou um homem que ficava cuidando os movimentos na rua. Quando os disparos acontecem, ele se dirige ao local do crime, ao contrário do que as pessoas normais fazem, que é se esconder. Ele tem a postura típica de quem está com arma de fogo — explicou a promotora.

— O delegado Bolívar (Llantada) eu e outros profissionais não dormimos naquela noite. Como não íamos considerar aquelas imagens. A criminalística do Estado aponta que há semelhança e o homem da imagem pode ser Marcelo Dias de Souza. A polícia não vê isso como prova. Marcelo seria destro e a arma teria sido empunhada pelo assassino com a mão esquerda — rebate Ranolfo.

Outra contestação do diretor do Deic está no fato de que o irmão de Eliseu Gomes, indiciado como um dos assassinos do ex-secretário Eliseu Santos, trabalhou na empresa de vigilância Reação. Esta informação, segundo o Ministério Público, seria um dos elos entre os supostos mandantes do assassinato, proprietários da Reação, e os matadores.

— Temos pessoas presas inocentemente há cinco dias — apontou Ranolfo.

do ClicRBS... para ouvir os áudios e assistir o gráfico feito pelo ClicRBS, clique aqui.
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Ítalo Dorneles

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