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Sempre vencerá o estudante que estiver melhor preparado, diz especialista

A polêmica envolvendo a chegada de estudantes de fora do RS, que usam a nota do Enem para conseguir vaga no Ensino Superior no Estado, foi discutida hoje em chat. Levantamento do MEC aponta que cerca de um terço das vagas das instituições gaúchas de Ensino Superior que aderiram ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu) foram conquistadas por alunos de fora do Estado. Leitores favoráveis e contrários defenderam seus argumentos em uma conversa com a presidente da Associação de Psicopedagogia, Fabiani Portella.

O leitor Luiz fez o seguinte questionamento: "Já pensaram que a qualidade das faculdades do RS irá melhorar sensivelmente, face a migração de ótimos alunos? Veja os grandes centros de ensino, tipo MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), têm muitos estrangeiros e alunos de outros Estados americanos". Fabiani concorda que o aumento da qualidade é uma vantagem neste caso.

— Acredito na multiculturalidade, no intercâmbio dos saberes. Todo o processo seletivo, gera uma disputa, que sempre vencerá o estudante que estiver melhor preparado. Como Psicopedagoga, acredito que o processo de aprendizagem, requer um investimento duplo tanto do ensinante como do aprendente — defendeu ela.

O leitor Olavo diz que encara com naturalidade a vinda de estudantes de fora para o Estado, assim como a saída de alunos do RS para tentar vagas em outros lugares.

— Isto acontece nos concursos para disputa de vagas em universidades, assim como para ingresso em carreiras públicas. O Brasil é um só. Eu quero o direito de estudar em qualquer universidade gaúcha, assim como de ir para São Paulo, Rio ou outro lugar. Assim, devo também concordar que qualquer outro brasileiro possa vir para cá, se quiser — disse ele.

Para o leitor Christian, o principal problema está na educação básica do RS, que está muito enfraquecida:

— Este é o motivo dos alunos de fora do Estado se qualificarem para as vagas e não os daqui.

— A educação básica tem sofrido muitos desgastes e é uma situação problemática. As vagas estão disponíveis, sem dúvida, queremos que a oferta seja ampliada e um maior número de estudantes tenha acesso, mas para que isso ocorra é preciso muito investimento na aprendizagem — completou Fabiani.

No final do chat, o leitor Erbert questionou se os alunos de outros Estados que vieram para o RS estudaram em escolas públicas ou particulares. Fabiani acredita que o desempenho não depende apenas da escola.

— Certamente, o que vai dar ao estudante diferencial, não é tão somente a escola, mas sim a soma da escola que estudou ou estuda, com seu investimento pessoal na meta de ingresso no curso superior — disse a especialista.

do ClicVestibular
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Ítalo Dorneles

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