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Dono de lotérica no RS admite que jogo premiado da Mega-Sena não foi feito


O proprietário da lotérica Esquina da Sorte prestou depoimento nesta quarta-feira (24) na 2ª Delegacia de Polícia de Novo Hamburgo (RS). O estabelecimento lotérico é acusado de estelionato por moradores da cidade que acertaram as seis dezenas da Mega-Sena no último sábado, mas não receberam os R$ 53 milhões do prêmio. Eles compraram cotas de um bolão oferecido pela agência, mas o jogo não foi lançado no sistema de controle da Caixa Econômica Federal (CEF). Pelo menos 23 pessoas registraram ocorrência contra a lotérica, reivindicando o pagamento do prêmio.

O empresário chegou por volta de 14h40 à delegacia, acompanhado do advogado criminalista Cláudio Rodrigues Neto. José Paulo Abend, 49, reconheceu que o jogo do bolão premiado pela Mega-Sena 1.155 não foi feito. Segundo o delegado Clóvis Nei da Silva, que investiga o caso, o empresário disse que sua funcionária se esqueceu de registrar a aposta.

Além da aposta premiada, outros dois jogos também não teriam sido registrados pela mesma funcionária. Segundo o delegado, Abend se disse envergonhado. Também disse que se considerava vítima do erro, já que ficaria com pelo menos quatro das cinco cotas não vendidas do bolão.

O delegado disse que continua acreditando na hipótese de estelionato. Ele informou que irá convocar a funcionária citada pelo empresário para que ela deponha em breve.

A Caixa suspendeu ontem a licença de funcionamento da lotérica. A licença ficará suspensa até que o caso do bolão seja esclarecido.

Bolões são proibidos

Em nota publicada na terça-feira, a CEF explicou que as agências lotéricas não podem comercializar nenhum produto ou loteria que não seja autorizada. Pela circular 471, de outubro de 2009, as agências não podem vender, distribuir ou divulgar qualquer outro tipo de sorteio ou loteria a não ser com autorização por escrito.

O advogado da Esquina da Sorte, suspeita de estelionato no rateio 1.155 da Mega-Sena, acusou a CEF de “fazer vista-grossa” para a realização de bolões pelas lotéricas de todo o país. “A empresa de meu cliente nunca foi questionada sobre isso. Fiscalização até existe, mas só para as máquinas e para a padronização das lojas”, disse Marcelo de la Torre Dias.

Segundo ele, a fiscalização da CEF nunca alertou “objetivamente” de que os bolões não podiam ser comercializados. “Nunca coibiram de forma efetiva, nunca disseram que não pode ser comercializado”, garantiu.

Procurada pela reportagem do UOL Notícias, a superintendência regional da CEF preferiu não responder ao advogado.

do Uol notícias.

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Ítalo Dorneles

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