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Pelas Ruas: após mais de hora no mato, BM segue sem pistas de animal misterioso

A incursão da Brigada Militar pela mato da Estrada da Branquinha, em Viamão, durou cerca de uma hora e meia e terminou sem sucesso. Os três policiais entraram na mata armados com espingarda, mapa e GPS, mediram o tamanho das pegadas que encontraram pelo caminho e saíram da vegetação mais cheios de dúvidas ainda.

De acordo com o comandante da Cia de Policiamento Ambiental da Área Metropolitana, capitão Rodrigo Gonçalves do Santos, as características da área está muito alterada, o que dificulta as buscas. Uma nova ronda está marcada para esta noite.

— Aumentamos o raio de buscas na área, mas não conseguimos nenhum rastro conclusivo. Tem muitas pegadas de cachorro e cavalos. O ambiente está muito batido, por isso difícil de estabelecer um território e os animais silvestres são territorialistas. Já vimos que por rastro não teremos conclusões. Só nos resta o monitoramento diário.

A BM pretende agora adotar novos procedimentos. Esta noite, o grupo pretende se instalar nas proximidades das residências dos moradores que relatam escutar o barulho do animal.

— Vamos investigar esses barulhos e tentar, com o apoio do Ibama, montar armadilhas fotográficas com sensor de presença.

A dona de casa Glória Regina de Paiva dos Santos, 38 anos, espera mesmo que o fim do mistério chegue logo. Ela e os quatro filhos já não aguentam mais atravessar noites com os olhos arregalados.

— Sou muito nervosa. Essa noite, para não ter que escutar o barulho do bicho liguei o rádio e a TV em um volume bem alto. O pânico tá horrível.

Glória, que se mudou da Restinga há um ano em busca de sossego no sítio na Estrada da Branquinha, agora só sai de casa por necessidade. Tudo isso por medo de encontrar a fera solta no pátio.

— Meus cachorros reviraram o lixo há três dias. Somente hoje, com a presença da Brigada, eu tive coragem de sair para limpar. Fico trancada em casa. Saio no máximo para levar a minha pilha no colégio. Mesmo assim, ontem ela nem foi.

Um dos filhos de Glória, Gabriel, 13 anos, também só sai para ir à escola e sente falta de jogar bola com os amigos.

— Tenho medo de ficar na escola. Lá é cercado por mato. Venho correndo, antes das 17h já tenho que estar em casa.

Se a arma de Glória é o barulho, a de Angélica Fritz Montano, 49 anos, é a bombinha. Essa noite, foram duas jogadas no meio do mato para tentar afugentar o emissor dos grunidos.

— O interessante é que é sempre no mesmo lugar. Eu e a vizinha estamos achando que se trata de uma fêmea, defendendo o filhote. Ele tem um caminhar leve, sorrateiro.

A Brigada Militar e Ibama analisaram fotos de ferimentos e pegadas deixados pelo animal que estaria rondando a área. Os dados não foram conclusivos, mas a possibilidade de ser um puma está entre as que são avaliadas. Uma hipótese mais remota seria tratar-se de um javali.

Informações do Jornal Zero Hora.

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Ítalo Dorneles

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