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Temporal mata 7, destelha casas e provoca caos no trânsito, apagão e inundações no Sul e no Sudeste

Fortes chuvas e vendavais provocaram caos e transtornos nesta terça-feira para milhares de moradores das regiões Sul e Sudeste. Houve inundações, congestionamentos no trânsito, "apagão" de energia elétrica, casas destelhadas em municípios da região Sul, famílias desabrigadas, pelo menos quatro mortos e mais de 100 pessoas feridas em Santa Catarina. Duas crianças e um adulto morreram em São Paulo. O mau tempo foi causado pela chegada de uma intensa frente fria, segundo meteorologistas.

Em São Paulo, choveu forte durante quase toda a manhã e em parte da tarde em algumas regiões. A chuva causou o transbordamento dos rios Pinheiros e Tietê e parou o trânsito em vários pontos. A última vez que chuvas fortes provocaram o transbordamento do Tietê havia sido quatro anos atrás, em 25 de maio de 2005.

As marginais saíram do estado de alerta somente após cerca de seis horas, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências da prefeitura (CGE). A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), que registrou ao longo de todo o dia congestionamentos acima da média na capital paulista, cancelou o rodízio municipal que impediria nesta terça a circulação de veículos com placas de final 3 e 4 entre 17h e 20h no centro expandido.

A cidade de São Paulo nunca registrou tanto volume de chuva em setembro em apenas um dia desde 1943, quando o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) começou a medir a precipitação.

Em Santa Catarina, cerca de 72 mil pessoas em mais de 40 municípios foram afetadas pelas fortes chuvas e ventos na madrugada desta terça-feira. Ao todo, 138 pessoas ficaram feridas e 10.800 edificações sofreram alguma avaria. Em Guaraciaba, no oeste catarinense, quatro pessoas morreram. O prefeito da cidade, Ademir Zimmerman, classificou a situação de "desesperadora".

Os municípios de Santa Terezinha do Progresso, São Domingos, Vargeão, Vargem Bonita, Dionísio Cerqueira e Ipuaçu decretaram situação de emergência. Em Caçador (oeste de SC) 90 residências tiveram os telhados arrancados pelo temporal. Em Abelardo Luz, a forte chuva de granizo provocou prejuízos em pelo menos 370 residências.

Vários voos foram atrasados nos principais aeroportos da região em consequência do mau tempo. Dos 1.584 voos programados para pousos e decolagens nos aeroportos brasileiros entre a 0h e as 17h desta terça-feira, 749 (47%) foram cancelados ou atrasaram. No aeroporto internacional de Guarulhos, oito voos chegaram a ser desviados para outros aeroportos no período da manhã. Outros 8 (5%) foram cancelados, 81 (49%) atrasaram e 13 (8%) estavam atrasados por volta das 17h. Em Congonhas, 67 (40%) dos 168 voos programados atrasaram, 19 (11%) estavam atrasados às 17h e 26 (15%) foram cancelados.

Dezenas de municípios do Rio Grande do Sul decretaram estado de emergência por causa dos estragos causados pelo temporal. Em Itaara (na região central do Estado), cerca de 1.000 casas foram destelhadas devido a uma chuva de granizo na tarde de segunda-feira. No sul do Estado, cerca de 25 mil consumidores de Bagé e Pelotas ficaram sem energia elétrica durante boa parte do dia. No total, mais de 100.mil residências gaúchas ficaram sem energia elétrica durante algum momento.

Até o início da noite desta terça, as três distribuidoras de energia do Rio Grande do Sul ainda não haviam conseguido regularizar o fornecimento de luz para 70 mil domicílios do Estado. A situação era mais grave na área de concessão da Rio Grande Energia (RGE), onde 30 mil casas continuavam no escuro. Rajadas de vento superiores a 130 km/h derrubaram três torres de transmissão na região de Bagé, interrompendo o fornecimento também nas cidades de Pedro Osório, Arroio Grande, Cerrito, Herval e Jaguarão.

No Paraná, chuva e vendaval também causaram estragos. Segundo a Defesa Civil, os problemas começaram por volta das 22h de segunda-feira e avançaram pela madrugada de terça. Os ventos ultrapassaram 100 km/h em algumas regiões, segundo dados oficiais. O mau tempo afetou 39 municípios, 1.875 edificações e 6.981 pessoas no Estado. A maior parte dos estragos aconteceu entre os municípios de Cascavel e Guaratuba. O governo do Estado registrou destelhamento em 1.675 edificações em 39 cidades.

No município de Primeiro de Maio, próximo de Londrina, 14 pessoas ficaram feridas, três delas em estado grave. Em Santo Antônio do Sudoeste, 350 casas foram destelhadas e 82 pessoas ficaram desabrigadas, são 82 pessoas.

Previsão do tempo
As chuvas que atingiram as regiões Sul e Sudeste devem continuar nesta quarta-feira (9), segundo Mônica Lima, meteorologista do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (Cptec/Inpe). De acordo com ela, a massa de ar úmida ficará estacionada sobre São Paulo, causando fortes chuvas e temporais no Estado.

Já uma frente fria permanece sobre o Sul do país, ocasionando queda nas temperaturas. Os temporais, entretanto, devem dimuinuir em algumas áreas. "A região continua em alerta, mas não se espera chuva tão intensa", disse.

De acordo com Lima, as fortes chuvas foram causadas por um frente fria vinda do sul, que, ao se encontrar com a massa de ar quente, causou os fortes temporais. "O encontro da massa quente com a umidade da massa fria favorece a formação de nuvens cúmulo-nimbo, que são associadas a fortes temporais", explicou.

Informações do Portal Uol.

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Ítalo Dorneles

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