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Obama pede união dos países contra armas nucleares e mudança climática e pela paz

No seu primeiro discurso em uma Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, defendeu que o mundo todo se una para buscar a paz e lutar contra a tirania, para agir contra as mudanças climáticas, e falou da necessidade de promover o desarmamento nuclear.

Obama disse que há quatro pilares fundamentais para o futuro: a não proliferação do armamento nuclear, a paz e a segurança, a preservação do planeta e a economia global.

Sobre a questão nuclear, Obama falou que países como o Irã e a Coreia do Norte, que "continuam nesse caminho perigoso" vão sofrer as consequências se insistirem com corrida armamentista. Para Obama, os testes nucleares devem ser proibidos em todo o mundo. "Não queremos que nenhuma arma nuclear caia na mão de extremistas. Isso tem que ser um trabalho de todos os países. Os que não concordarem, vão ter consequências", disse Obama. Obama lembrou ainda que muitos países evitam inspeções nucleares e ignoram as demandas da ONU.

Para o presidente americano, o mundo deve existir sem armamento nuclear. "Todas as nações podem usar energia nuclear pacificamente e têm que promover o desarmamento. Os 12 próximos meses serão importantes para ver se este acordo vai se manter ou não. Os Estados Unidos vão manter o acordo feito com a Rússia para diminuir o armamento nuclear. Vamos chamar os outros países em janeiro para assinar um tratado de não-proliferação de armamento nuclear".

O presidente americano afirmou ainda que vai lutar para que Israel e a Palestina cheguem a um entendimento pela paz e coexistam, com os mesmos direitos e com respeito. "Fizemos alguns progressos, os palestinos estão melhorando a questão da segurança, e o resultado é que a economia do Oriente Médio começou a crescer. A América também não aceita os assentamentos judaicos", disse.

Ainda falando sobre a paz, Obama disse que quer trabalhar com a ONU para derrotar a Al Qaeda, que matou milhares de pessoas no Afeganistão e disse também que no Iraque, os EUA têm "a responsabilidade de acabar uma guerra". Ele disse que fará parcerias para que a paz chegue no Sudão, no Líbano, no Timor Leste, no Congo e na Síria, mas sabe que este trabalho de conseguir a paz não é fácil. "Não sou ingênuo, sei que será difícil, mas todos nós temos que decidir se somos sérios em relação à paz. Vamos quebrar padrões, mas temos que nos levantar publicamente e defendê-los".

Obama disse que os Estados Unidos estão engajados na solução dos problemas climáticos mundiais. "Estamos investindo bilhões em energia limpa, defendendo acordos de energia limpa dentro dos Estados Unidos e caminhamos para um acordo internacional contra as mudanças climáticas". Mas lembrou que a responsabilidade por agir pelo meio ambiente não é só dos países ricos. "Os países ricos têm que aceitar a responsabilidade de liderar esse movimento, mas a responsabilidade não é só deles. As emissões de carbono têm que acabar no mundo todo. A gente tem que procurar um desenvolvimento limpo. Se forem só as nações ricas, não vai dar. Não podemos fazer essa jornada sozinhos".

A crise econômica também foi abordada por Obama, que disse que, na reunião do G20 que acontecerá na quinta-feira em Pittsburg, vai se buscar um crescimento balanceado e sustentado. "Não vamos parar enquanto todos americanos não voltarem ao trabalho. Temos que parar com essa ambição e abusos que nos levaram a esse desastre", disse. "Temos que reformar as instituições financeiros e as nações em desenvolvimento têm que combater a corrupção, que é um entrave para o progresso. Tem que ter justiça global. Nosso objetivo é simples, a economia global tem que ter crescimento sustentável para todos", completou.

Nova era de colaboração

Em grande parte de seu discurso, o presidente americano conclamou as outras nações a agirem juntas em prol de um futuro comum. "A gente tem um futuro comum. O tempo chegou e o mundo tem que ir em uma nova direção. Temos que abraçar a era de interesse mútuo. O futuro vai ser feito através dessa aliança. Discursos não salvarão nossos problemas, temos que agir", disse.

Obama disse que quando assumiu o governo, muitos estavam céticos em relação aos EUA. "A América agiu unilateralmente em alguns casos. Sei que minha responsabilidade é agir nos interesses da minha nação, meu povo, mas acredito que, em 2009, os interesses das nações do mundo todo são os mesmos". Para o presidente americano, as responsabilidades não podem ser apenas dos EUA. "Aqueles que dizem que os Estados Unidos agem sozinhos, não podem esperar que os Estados Unidos resolvam os problemas sozinhos", disse. Ele afirmou ainda que o mundo tem que admitir que não está fazendo o que deveria e citou problemas existentes em várias nações, como a pobreza, a guerra, as armas nucleares e a proliferação de doenças.

O presidente americano lamentou que muitas vezes não seja possível chegar a acordos no âmbito da ONU, mas afirmou que é preciso reforçar as Nações Unidas, que devem estar sempre conectadas com as nações. Ele disse ainda que todos os países devem assumir suas responsabilidades. "É fácil culpar os outros países e nos absolver de nossas responsabilidades. Responsabilidade no século 21 é mais que isso, pois é uma era em que nosso destino é compartilhado. Nenhuma nação deve querer dominar a outra. Nenhum equilíbrio de países vai se formar assim".

Informações do Portal Uol.
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Ítalo Dorneles

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