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CPI da Corrupção: falta de quórum adia votação de requerimentos

Na sessão da CPI da Corrupção, nesta terça-feira, não foi possível votar requerimentos por causa da falta de quórum. A presidente da Comissão, Stela Farias (PT), marcou uma nova reunião para quinta-feira, ao meio-dia, na Assembleia Legislativa, na Capital. A Ordem do Dia será a mesma de hoje: a apreciação e votação de 11 requerimentos.

A CPI investiga possíveis atos de corrupção no governo do Estado. Nesta terça, os oito deputados da base governista deixaram a sessão e ficaram apenas os quatro da oposição. Com essa manobra, a base conseguiu impedir a votação já que o número mínimo exigido é de sete deputados.

A oposição criticou a postura dos colegas, que estariam atrasando o desenvolvimento da CPI. Os aliados reclamam que ainda não foi aprovado um plano de trabalho e, por isso, não participariam de votação de requerimentos.

— Enquanto meu requerimento, que apresenta uma proposta de plano de trabalho, não for publicado, me nego a votar qualquer outro — disse o relator da CPI, deputado Coffy Rodrigues (PSDB).

— Mais dia, menos dia, esses deputados vão ter de votar requerimentos em razão da força dos fatos — disse Stela.

O deputado Sandro Boka (PMDB) defendeu a necessidade de que a CPI aprove um plano de trabalho "para acabar com essa briga de adolescentes”.

Bate-boca por causa de documentos

No começo do encontro de hoje, os deputados discutiram o acesso e a validade de documentos recebidos da Justiça Federal por Stela.

A base governista questiona a legitimidade do acesso aos documentos obtidos por ela. A deputada informou aos membros da CPI que recebeu, na sexta-feira à noite, da juíza Simone Barbisan, documentos que poderão ser conhecidos pela Comissão.

— Informo que sou detentora e que a partir de hoje farei a separação destes documentos. E a partir de quinta-feira, a CPI poderá ter acesso — explicou.

A presidente afirmou estar tranquila, porque "jamais serão ilícitos documentos enviados por uma magistrada".

Coffy disse que, ao ler o despacho da magistrada, ficou claro para ele que os documentos foram encaminhados à Stela e não à CPI.

— Foi uma decisão isolada e não deliberada pelo plenário da CPI — reclamou.

"CPI do PT"

Coffy também questionou o nome da Comissão.

— Ela chama de CPI da Corrupção, eu chamo de CPI do PT — criticou ele.

O deputado Iradir Pietroski (PTB) disse que os documentos foram entregues à deputada e não à CPI, atitude que fere o princípio da colegialidade. O líder governista, Pedro Westphalen (PSDB), disse que as provas foram pedidas de maneira ilegítima.

Para os parlamentares da oposição, questionar o acesso aos documentos representa desinteresse pela investigação.

— Entendo que o Coffy não tem interesse em ter acesso — disse o deputado Ronaldo Zulke (PT).

— Não coloque palavras em minha boca — respondeu Coffy.

O deputado do PC do B, Raul Carrion, criticou:

— Agora que as provas estão aí não querem vê-las. É muita hipocrisia.

Com informações do site da Assembleia Legislativa.

Informações do Jornal Zero Hora.

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Ítalo Dorneles

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