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Confronto entre manifestantes pró-Zelaya e polícia deixa um morto

Um homem morreu no hospital depois de ter sido ferido na noite de terça-feira (22) durante confronto entre seguidores do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, e a polícia de Tegucigalpa. A morte foi confirmada pelo porta-voz da polícia do país, Orlin Cerrato. O policial não identificou a vítima, mas disse que as causas da morte estão sendo investigadas. Esta foi a primeira morte confirmada em decorrência dos conflitos que acontecem desde que Zelaya retornou ao país e se refugiou na embaixada brasileira em Tegucigalpa.

A Anistia Internacional demunciou um aumento das agressões policiais, as prisões em massa de manifestantes contrários ao governo interino de Honduras e a intimidação de ativistas dos direitos humanos no país. "A situação em Honduras só pode ser descrita como alarmante", disse Susan Lee, diretora da Anistia para as Américas, em comunicado emitido pela organização.

Depois do retorno de Zelaya a Tegucigalpa, a Anistia Internacional afirma que "numerosos manifestantes" foram agredidos na terça-feira pelas forças policiais e que "centenas" foram presos na capital. Segundo Lee, "os ataques contra os defensores dos direitos humanos, a suspensão dos meios de comunicação, as agressões da polícia e as informações de prisões massivas indicam que os direitos humanos e a vigência da lei correm sérios riscos em Honduras".

A Anistia Internacional acredita que, para acabar com a crise, o presidente interino Roberto Micheletti deve "parar com a política de repressão e violência" e, em troca "respeitar os direitos à liberdade e à expressão de associação". Além disso, a entidade insiste que a comunidade internacional deve "buscar urgentemente uma solução, antes que a crise de direitos humanos em Honduras se aprofunde".

Um oficial dos Estados Unidos disse que o governo interino hondurenho sinalizou que pode permitir uma visita da Organização dos Estados Americanos para tentar resolver a crise política.

Forças de segurança mantinham o cerco à Embaixada do Brasil em Honduras nesta quarta-feira (23). Helicópteros sobrevoaram o prédio na noite de terça. Testemunhas disseram que soldados colocaram alto-falantes tocando barulhos altos para tentar deixar Zelaya e seus apoiadores acordados.

Nesta quarta-feira, o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, ao discursar na Assembleia Geral das Nações Unidas, pediu a restituição imediata de Zelaya ao poder. Já o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que é aliado de Zelaya, disse que a ONU deveria exigir que o presidente deposto assumisse o poder. Mas o governo interino de Honduras se recusa a suavizar sua posição em relação à tentativa de Zelaya de retornar ao poder.

A polícia hondurenha disse que uma multidão tentou saquear lojas nas ruas vazias na noite de terça-feira e a maioria ficou escondida em casa, com medo de ser presa por descumprir o toque de recolher.

Zelaya foi deposto em 28 de junho por militares hondurenhos sob a alegação de que ele infringia a Constituição ao tentar realizar uma consulta popular sobre mudanças constitucionais. Zelaya pretendia modificar a legislação para permitir a reeleição, o que é proibida pela Constituição de Honduras. O presidente deposto, cujo mandato termina no início do próximo ano, nega que pretendesse continuar no poder.

O presidente deposto, que retornou na segunda-feira (21) a Tegucigalpa em um movimento surpresa, recebeu autorização da chancelaria do Brasil para se abrigar na embaixada brasileira em Honduras. Toda embaixada possui status de território estrangeiro, e por isso a polícia e o exército hondurenhos não podem entrar no local sem autorização.

Informações do portal Uol.
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Ítalo Dorneles

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