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Pedro Simon: “Estou pensando em renunciar aos outros quatro anos de mandato”

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) admitiu que pode abrir mão de seus últimos quatro anos de mandato se a atual imagem do Senado Federal persistir. O parlamentar lamentou os episódios que abalaram a Casa na semana passada – os quais, segundo ele, compõem a “fase mais cruel” que já vivenciou no Senado. A afirmação foi feita hoje no Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que abrigou, em Brasília, um ato de discussão sobre a crise ética no Senado Federal.

“Essa é a situação no Senado onde saio mais machucado. Estou para completar 80 anos, no próximo dia 31 de janeiro, e estou pensando em renunciar aos quatro anos de mandato que me restam”, afirmou o senador. “Mas acho que até lá posso continuar conclamando a sociedade a sair às ruas”, concluiu. Simon disse que não espera nada do Congresso Nacional, e nem dos poderes Executivo e Judiciário. Para ele, somente o povo, os jovens e os trabalhadores nas ruas poderão pressionar pela mudança no sentido da ética e da dignidade nacionais.

O jornalista e representante da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) Marcelo Tognozzi brincou com o senador e pediu para que ele tomasse um "viagra moral" para continuar a luta em prol da ética. O encontro contou também com a presença dos senadores Cristovam Buarque (PDT-DF), Arthur Virgílio (PSDB-AM) e José Nery (PSol-PA), além de parlamentares e do ex-governador do Amapá José Capiberibe. O objetivo do evento foi reunir sugestões de combate à crise e firmar compromissos e metas para fomentar a discussão na sociedade.

Representantes da sociedade civil também estiveram presentes: o economista do Contas Abertas, Gil Castello Branco, o professor da Universidade de Brasília e representante da Transparência Brasil David Fleischer, o assessor político da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Ernani Pinheiro, além de parlamentares de sete partidos políticos e outros representantes do movimento social.

Os participantes decidiram criar um grupo de coordenação e uma programação para iniciar o movimento que tem como “emblemas” as denúncias contra o Senado e o afastamento de seu presidente, José Sarney. Os senadores se comprometeram a realizar uma vigília no Plenário da Casa pela volta da ética e da moral, além de pedir um plebiscito interno para votar, em aberto, pelo desarquivamento dos processos contra Sarney. Prometeram, ainda, solicitar a demissão do chefe da Segurança Legislativa, devido ao tumulto ocorrido ontem, em que manifestantes contra o presidente do Senado foram agredidos.

Milton Júnior
Do Contas Abertas
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Ítalo Dorneles

Mudei o meu perfil do blogger. Agora estou utilizando este aqui: https://draft.blogger.com/profile/12182443674733728583

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3 Comentários:

  1. Simon é um homem honesto, pois não rouba. E só! Falta ao político, posições reais que façam alguma mudança. Ele sempre fica no muro, até que tenha noção que algo já está definido. Aí, parte para o ataque. Não está acostumado a ser rebatido, como fez Collor (argh!)

    Nem sei quem é o suplente de Simon, mas já estaria na hora dele pendurar as chuteiras e ficar lá pela praia, descansando.

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  2. Caro amigo e leitor Popa... Concordo plenamente com a sua explanação, eu sempre disse isso.

    Dois 3 senadores do RS, eu NÃO GOSTO de 1; acho um outro um ÓTIMO senador, e atuante; e o Simon não fede e nem cheira (para mim). Nunca* se envolveu em escandalos e nem em corrupção, mas em contra partida, nunca foi dito um porém a ele, para saber como ele se portaria. Agora que o Collor disse um porém, ta aí o resultado.

    Se não me falha a memória para Senadores, é um por Estado, portanto, o Suplente do Simon é o Miguel Rosseto do PT.

    Abraços

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  3. Caro Dorneles, obrigado pela visita. O caso dos senadores brasileiros é complicado. Quando se eleje um senador, eleje-se, também, dois suplentes. A maioria das pessoas não se dá conta, mas eleje, via de regra, pessoas inexpressivas junto. Ao sair, por morte, doença ou cassassão, assume um suplente. É o caso do Duque, que está na presidência do Conselho de Ética. É segundo suplente. Nenhum eleitor o conhece. E uns 30% do senado estão na mesma condição. Concordo que o segundo colocado deveria assumir. Tem votos, pelo menos! E parece que gostamos do mesmo senador.

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