slider

Recent

Tecnologia do Blogger.
Navigation

A Fábula dos Cavaleiros Andantes - Alan Otto Redü

Quarto de lua nova, mês de agosto no céu do Rio Grande... Estendeu-se um poncho negro de luto, sobre a fronte da Princesa dos Tapes...
Em plena terra dos Marechais, deu-se o delito... E pesadas nuvens de trevas, vestiram as consciências dos habitantes das leis...
Uma criança inocente cantava um Hino quase sussurrando, ”De um Povo brado retumbante / E o sol da liberdade em raios fúlgidos brilhou no céu da pátria... Se o penhor dessa Igualdade, conseguimos conquistar com braços fortes, em teu seio, ó liberdade, Desafio o Peito a Própria morte...” a criança emudeceu e chorou... Outro menino cantava “Mas se ergues da justiça à clava forte, verás que um filho teu não foge a Própria Morte...”
Mas se ouvira ao longe, os berros dos Paus-de-fogo, e irmãos correndo... Na barraca de lona ao lado outra criança indefesa, lia o hino da Independência, que falava “Já raiou a liberdade no horizonte do Brasil”... “Revoavam tristes sombras da guerra, mas fugiram apresados vendo o Anjo do Brasil...” Mas foi interrompida sua leitura, por alaridos e correrias... Não muito distante um pai de mãos calejadas e olhar magro, falava a sua prole, do que ele lembrava de ter visto em, seu caderno de quarta série, “Liberdade, Liberdade Abre as assas sobre nós e por lutar na tempestade... Da que ouçamos tua voz... Seja um hino de glória que fale, de esperança de um novo porvir... Com visões de triunfos embale... Quem por ele lutando surgir!”
“Somos todos iguais, livre terra, livres irmãos...” Sua voz embargou e seus olhares lacrimavam, quando latidos avançavam diante do acampamento, disparos, gritos e a covardia mostraram as suas garras mais uma vez...
“Ó Pátria Amada,
Idolatrada,
SALVE, SALVE!!!
Dos filhos deste solo és mãe gentil!!!”
Protege estes peregrinos em seu “Sonho Intenso”
Estes mesmos que regam com seus suores a terra árida de suas amarguras, que revolvem os canteiros da incompreensão e semeiam o pão, para saciar a fome do mundo e de seus próprios algozes...
A Princesa triste, chorando a perda de seu filho, fechou os olhos e orou ao anjo Ismael, para que ele recebesse este filho tão valente e que como poucos souberam doar-se para a paz de muitos e para o conforto de tantos...
Mas o velho São Pedro, já assinalava em sua tarca, com a marca em brasa, o grilhão forjado, para reparar esta audaz covardia...
Porque ha luas para semear...
Mas também há luas para colher...
Sendo que a semeadura é livre...
Mas a colheita é obrigatória!

ALAN OTTO REDU
luciuslonginus@yahoo.com.br
Compartilhe
Banner

Ítalo Dorneles

Mudei o meu perfil do blogger. Agora estou utilizando este aqui: https://draft.blogger.com/profile/12182443674733728583

Poste um comentário:

0 comments: