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Euclides da Cunha e José Sarney

A sessão plenária do Senado Federal, na data de 24 de agosto de 2009, teve como um dos oradores o presidente desse “poder”, senhor JOSÉ SARNEY (PMDB-AP), que dedicou todo o tempo a homenagear os cem anos da morte de EUCLIDES DA CUNHA, o memorável escritor brasileiro, autor de “Os Sertões”, falecido a 15 de agosto de 1909.

O poeta Sarney, membro da Academia Brasileira de Letras, logo um “Imortal”, discorreu sobre a vida do homenageado, abordando tanto os aspectos literários de sua obra maior, quanto os da trajetória existencial do autor, que teve conotações de uma verdadeira tragédia mesmo depois de seu fim: era órfão de pais desde os quatro anos de idade; sentindo-se traído por sua esposa, tentou matar o elemento masculino da traição – Dilermando de Assis - e foi morto por este; em 1916, o filho Euclides da Cunha Filho, aos 18 anos, procurando vingar a morte do pai, também foi morto por Dilermando.O Senador Luiz Eduardo Suplicy (PT-SP) aparteou o orador, autor da obra poética “Marimbondos de Fogo” (1978), e, mesmo após parabenizá-lo pela homenagem ao autor de “Os Sertões”, mudou o tom de sua fala, ao tocar na ferida aberta e fétida representada pelas benesses praticadas pela condição parlamentar do político maranhaense/amapense...

O tom do aparte do senador petista destoou da maioria de suas intervenções verbais, em que é tido como moderado no tom de suas considerações. Suplicy mostrou-se nervoso, alteou a voz, e, então, a tragédia sentimental e sanguinária da vida de Euclides da Cunha misturou-se um pouco com a tragédia caricata e imoral que vive o Senado Federal.

Mão Santa - Senador peemedebita do Piauí - na presidência da sessão enquanto Sarney ocupa a tribuna, avisa Suplicy que seu tempo já expirou. Parece querer proteger seu correligionário da incômoda verborragia que desentoca as sombras volumosas sepultadas pelo arquivamento das representações encaminhadas ao Conselho...

- de Ética?

- de Ótica.

Sim, porque ética, para alguns, é questão de ótica.

Na sessão do dia 25 de agosto, é a vez de Suplicy ocupar a tribuna quando exibe um cartão vermelho, ao referir-se a Sarney. Quem não fica “vermelho” de vergonha, xinga a pobre da mãe do “juiz” e talvez fique a escutar o Senador Mão Santa que adora fazer citações, frequentemente, da Bíblia como aquela de Jesus, referindo-se à Madalena:

“Quem não tem pecados, que atire a primeira pedra.”

Ou não deveria ser aquela em que o Mestre expulsa, com uma açoiteira, os vendilhões do templo?

Que as reticências seguintes se estendam até as próximas eleições, à frente da urna eletrônica...

JUAREZ MACHADO DE FARIAS
juarez.piratini@yahoo.com.br
www.juarezmachadodefarias.blogspot.com
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Ítalo Dorneles

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