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De volta, Mithyuê quer jogar o Brasileiro: ‘Não aguentava mais ficar parado’

Mithyuê era um craque no futsal, apontado como sucessor do gênio Falcão, quando foi procurado pelo Grêmio. O convite era claro e direto: aceitar ou não a proposta de trocar as quadras pelos gramados. O jogador pensou um pouco, ponderou algumas questões de um lado, pesou mais algumas de outro, e se decidiu: a partir daquele momento, ele era um atleta de futebol de campo.

Foi tudo muito rápido para Mithyuê no ano passado. A saída de Joinville, a mudança para Porto Alegre, a adaptação à grama, o crescimento nos treinos, a vaga de titular no time júnior, o prêmio de craque do Brasileiro Sub-20, sempre um degrau acima do outro na escada do sucesso no futebol. Aí veio a pré-temporada, em Bento Gonçalves, com elogios da comissão técnica e da diretoria. Depois, os treinos em Porto Alegre. E aí tudo ruiu.

Em um treinamento no Olímpico, no fim de janeiro, Mithyuê se machucou sozinho. Desabou no gramado com dores que indicavam o pior: rompimento nos ligamentos cruzados do joelho esquerdo. A ascensão virou imobilização. O jovem meia teve que parar. Foi obrigado, por um desses azares do futebol, a trocar a esperança pela espera.

Foram seis meses de recuperação. Mas ele voltou. Mithyuê, 19 anos, já treina novamente no Olímpico, bate na bola com a naturalidade de antes e, acima de tudo, se permite sonhar.

- Penso alto. Quero jogar o Campeonato Brasileiro. Depende só de mim – diz ele.

GLOBOESPORTE.COM: Como você está se sentindo com esse recomeço?

MITHYUÊ: Estou muito feliz por voltar a treinar. Eu não aguentava mais ficar parado. Mas estou muito bem agora. O joelho não incomoda mais. Não tenho dor, nem inchaço. Estou bem mesmo.

O que passou pela sua cabeça no momento da lesão? Chegou a se arrepender de trocar o futsal pelo campo?
- Fiquei bastante triste, mas não me passou nada disso pela cabeça. Não quis voltar para o futsal em momento algum. Nunca me arrependi de minha escolha. Eu só pensava na minha recuperação.

O que fez da vida nesse período?

Fiquei mais em casa mesmo, até pelo problema para caminhar. Também fui a Chapecó, mas fiquei mais por aqui.

Na época da lesão, você já tinha a perspectiva de talvez ser titular do Grêmio?
Difícil dizer. O jogador sempre tem uma expectativa. Eu sentia que poderia acontecer, mas aí veio a lesão.

Como foi o processo de troca do futsal pelo campo? Por que essa escolha?
Não teve nada de especial. Eu tive vontade de arriscar. No campo, a parte financeira é melhor e a mídia também dá mais atenção. Aconteceu que o Julinho Camargo (ex-técnico do time júnior do Grêmio) gosta muito de futsal e me viu jogar. Eu aceitei, vim para o Grêmio e fiz um contrato de três meses. Acabou dando certo.

As pessoas próximas a você não pensaram que era uma loucura abandonar o futsal naquele momento?
Pelo contrário. Todos me apoiaram e se mostraram admirados. Isso foi importante, porque muitos tiveram a oportunidade de jogar no campo e não tiveram bom resultado. Esse apoio foi importante.

A diferença é que você fez a troca em tempo de fazer um trabalho de base, não é?

Exatamente. Eu cheguei ainda no time júnior. O Julinho me ajudou bastante, confiou em mim. Todos me deram a chance de errar. Eu pude errar sem problemas. Se já chegasse nos profissionais, não teriam a mesma paciência.

E agora? Qual é o seu objetivo?

Estou treinando de novo com bola há duas, três semanas. São uns 15, 20 dias já. Quero aproveitar as chances que eu espero receber na Copa Arthur Dallegrave (que será disputada pelo time B do Grêmio). Eu penso alto. Quero jogar o Campeonato Brasileiro. Depende só de mim.

Informações do Globoesporte.com

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Ítalo Dorneles

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