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Tarso Genro: vazamento de gravação de investigações é "natural"

O ministro da Justiça, Tarso Genro, voltou a defender a Polícia Federal (PF) e afirmou nesta quarta-feira que os vazamentos de gravações feitas por interceptações telefônicas são "naturais". Porém, ele disse que o conteúdo costuma ser tornado público por meio de advogados ou pelo Ministério Público (MP), no caso de processos que não correm em segredo de Justiça.

Na semana passada, o ministro havia respondido indiretamente às críticas feitas pela governadora Yeda Crusius ao dizer que as acusações sobre o uso político da PF não merecem resposta.

Nesta quarta, a nova declaração de Tarso Genro foi feita em resposta a divulgação dos diálogos gravados pela PF, com autorização judicial, que flagram o empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), negociando a nomeação do namorado de sua filha para uma vaga no Senado. Os trechos das gravações foram divulgados na edição desta quarta do jornal O Estado de S. Paulo.

Tarso Genro saiu em defesa da PF, afirmando que a corporação não se envolve em questões políticas.

— A PF tem orientação severa para que ela não participe de debates políticos. Ela faz investigações técnicas, leva para o Ministério Público e consequentemente para a Justiça — afirmou, após participar da solenidade de posse do novo procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

— De repente, esse processo vai para o MP, vai para a Justiça e, se ele não está em segredo de Justiça, os advogados têm acesso ao processo. Tem uma decisão do Supremo Tribunal Federal que diz que dentro da própria investigação o advogado pode ter acesso. Então é um vazamento eu diria natural, onde as pessoas vazam as informações, os advogados vazam, o MP tem o direito de prestar determinadas informações — disse o ministro.

Tarso Genro acrescentou que não pode dizer sequer que houve vazamento, pois não sabe se o processo em que foram realizados os grampos, durante a Operação Boi Barrica, está protegido por segredo de Justiça:

— Não sei se houve vazamento, porque não sei se o processo está em segredo de Justiça.

A reportagem de O Estado de S. Paulo revela a nomeação de cargos pela família Sarney no Senado e liga o presidente da Casa ao ex-diretor-geral Agaciel Maia na prestação de favores concedidos por meio de atos secretos.

Em uma das conversas transcritas pelo jornal, o empresário Fernando Sarney diz à filha, Maria Beatriz Sarney, que mandou Agaciel reservar uma vaga para o namorado dela, Henrique Dias Bernardes.

As informações são do site G1

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Ítalo Dorneles

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