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Cielo bate Bernard, leva o ouro e quebra o recorde mundial dos 100m livre

No domingo e na segunda-feira, César Cielo deu dicas do que poderia fazer nos 100m livre. Nesta quinta-feira, assustou o mundo na prova mais nobre da natação. O brasileiro, campeão olímpico dos 50m livre, é hoje o homem mais rápido também dos 100m.

Nadando pela terceira vez seguida ao lado do francês Alain Bernard, que ficou com a prata, o paulista de 22 anos completou a prova em 46s91. A marca anterior era do australiano Eamon Sullivan, que, doente, não foi ao mundial. O homem mais rápido do planeta, no entanto, era Bernard e seus 46s94, da seletiva francesa, resultado que não foi homologado porque, na época, o Arena X-Glide ainda não tinha sido aprovado pela Fina (Federação Internacional de Natação).

Foi justamente esse o traje que Cielo usou nesta quarta. Com ele, bateu Bernard, que fez 47s12, e Frederick Bousquet, seu companheiro de treinos, com 47s25 - o outro brasileiro, Nicolas Oliveira, foi oitavo (48s01). Bernard e o brasileiro, inclusive, foram os grandes responsáveis pelo desenvolvimento do X-Glide. Patrocinado pela marca italiana desde o ano passado, o brasileiro recebeu uma série de protótipos da peça, pediu ajustes, cortes, modificações. Chegou a dizer que nadaria com o antigo, o R-Evolution, similar ao Speedo LZR, mas se rendeu ao poliuretano.

O recorde mundial era um desejo antigo de Cielo. Antes das Olimpíadas de Pequim, inclusive, ele chegou a afirmar que podia quebrar a marca. Não conseguiu, mas deixou as Olimpíadas de Pequim como o recordista olímpico e campeão dos 50m.

"Falei que estava guardando para esta final. Eu só foquei na minha raia, não olhei para os lados e é assim que consigo os meus melhores resultados. É meu primeiro recorde mundial e estou muito feliz com isso", comemorou o brasileiro, ainda sem fôlego.

"Em dois anos, muita coisa aconteceu na minha vida. Dei um salto de um nadador que tentava alguma coisa para entrar para a história. Foram anos de muito trabalho, eu nunca trabalhei para nadar mais devagar do que ninguém. Eu sabia que podia fazer um tempo bom, espero que os brasileiros aprendam que o comprometimento leva a bons resultados", comentou ele.

Para o Mundial de Roma, ele repetiu sua preparação para a China. Mesmo sem poder nadar pela universidade, ele voltou para a cidade de Auburn, no Alabama. Isolado, fez toda a sua preparação nos EUA, ao lado de seu técnico, Brett Hawke. O australiano foi finalista olímpico, mas nunca foi ao pódio. Conseguiu levar o pupilo ao lugar mais alto do pódio olímpico e, agora, o ajudou a virar o mais rápido do mundo.

Segundo o técnico do brasileiro, a saída de bloco foi um dos segredos para o feito. "O César é muito rápido na largada. E em provas rapidas, isso é muito importante. O Bernard não tem uma largada boa e acho que sofreu com isso", analisou ele.

Para Alain Bernard, nem tudo foi decepção. "É claro que não treinei para ser segundo. Mas não é por isso que a prata é uma decepção, deixei tudo na piscina e saio feliz com o que eu fiz", comentou Bernard, sobre o resultado.

13º recorde
O recorde de Cielo é o 13º recorde mundial da natação brasileira. Maria Lenk foi a primeira, em 1939, quando bateu o recorde dos 400m peito (6min15s80). Um mês depois, baixou o tempo dos 200m peito (2min56s90). Desde então, foram outras 11 marcas mundiais brasileiras, em piscina longa e curta.

O segundo recordista brasileiro foi Manoel dos Santos, nos 100m livre (53s6), em 1961. O terceiro foi José Fiolo, mais uma vez no nado peito, agora nos 100 m, com 1min06s4 de 1968. Ricardo Prado foi o primeiro a conseguir a marca fora do Brasil, justamente no Mundial de Guaiquil, em que foi campeão mundial dos 400m medley.

Em maio, Felipe França se tornou o 12º desse lista. No Troféu Maria Lenk, válido como seletiva para o Mundial, o nadador bateu o recorde dos 50m peito. A marca caiu duas vezes em Roma, nas semifinais e final. Felipe acabou com a prata na Itália.

As outras seis marcas são em piscina curta (25 m). Em 1993, Gustavo Borges bateu o recorde mundial dos 100 m livre, com 47s94. Uma semana depois, ao lado de Fernando Scherer, então com 18 anos, João Carlos Júnior e Teófilo Ferreira, Borges liderou o time brasileiro do revezamento 4x100 m livre que virou o mais rápido do mundo, com 3min13s97. O revezamento do Brasil quebrou mais uma vez a marca em dezembro do mesmo ano (3min12s11) e outra, em 1998 (3min10s45).

Os dois últimos recordes mundiais brasileiros são da nova geração. Kaio Márcio quebrou a marca dos 50m borboleta em 2005, com 22s60. Em 2007, depois de ser o grande destaque do Pan-Americano do Rio, Thiago Pereira bateu a marca dos 200 m medley, com 1min53s14.

Informações do uol Esportes.

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Ítalo Dorneles

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